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Publicado por: Carol em 16.03.2017

Selena Vogue

Pela primeira vez em sua carreira, Selena Gomez estampa a maior e mais respeitada revista de moda do mundo, Vogue. Na edição de Abril da publicação norte-americana, a cantora e atriz se abre sobre sua trajetória recente, seus planos pro futuro, e relembra o passado. Fotografada por Mert Alas e Marcus Piggott, a estrela usa modelos das marcas Balenciaga, Dolce & Gabbana, Coach, entre outros. Abaixo você confere a matéria completa e traduzia, todas as fotos e um vídeo dos bastidores do photoshoot:

Clicando aqui, você também pode acompanhar uma linha do tempo criada pela revista, para exaltar a evolução no estilo da cantora.

REVISTA
      

PHOTOSHOOT
      

Em uma incomum tarde chuvosa em Los Angeles, Selena Gomez aparece na minha porta com uma sacola de compras pesada. Nós decidimos que o jantar de hoje será um tipo de homenagem aos churrascos pós-igreja dominical que ela recorda de sua infância no Texas. Eu já deixei o frango temperado com salsinha, pimentas fritando no fogo, e repolho roxo refogado com suco de limão. Todo o que precisamos agora é a das famosas batatas com queijo que Gomez faz, são boas, promete ela. Após guardar sua bolsa Givenchy, ela retira da sacola um pacote grande de batatas congeladas, uma lata de sopa de frango, um pacote de queijo mexicano picado e um pote de cebolas fritas. “Eu aposto que você não achava que fosse ser tão autêntico,” ela diz, e quando eu digo que autêntico não foi a primeira palavra que veio a minha mente ao ver esses ingredientes, ela responde com uma risada que dá uma prévia dos tantos encantos de Gomez.

Mas autenticidade é exatamente o que eu esperava dessa Selena de 24 anos, assim como seus 110 milhões de seguidores no Instagram (Selenators, como são chamados) também esperam. É claro, a etiqueta das celebridades é coisa do passado, a forma como artistas da MGM tinham seus passos documentados para agora vermos idas a postos de gasolina e celulite captura pela câmera de celulares. Mas Gomez e sua equipe vão além disso, usando seus celulares para gerar um estrelato que não diz apenas “eu sou como você”, e sim “eu sou você”.

“As pessoas queriam muito que eu fosse autêntica,” ela diz, ao colocar uma tortila no óleo quente, “e quando isso finalmente aconteceu, foi uma grande coisa. Eu não sou diferente do que eu apresento ser. Já fui vulnerável com os meus fãs, e às vezes disse coisas que não deveria. Mas eu tenho que ser honesta com eles. Eu sinto isso é grande parte do motivo pelo qual estou aqui.” Gomez volta ao passado até uma canção lançada em 2014, chamada “The Heart Wants What It Wants”, uma balada sobre amar um cara que ela sabe que não faz bem. O título se refere a uma carta escrita por Emily Dickinson, e de quando Woody Allen reintroduziu o dizer quando ele o usou para descrever seu relacionamento com Soon-Yi Previn. Nós podemos inferir que Gomez está falando de Justin Bieber, com quem ela tinha acabado de terminar um namoro de 3 anos quando a canção foi lançada.

Se você tem mais de 30 anos e encontra-se mistificado pela fama de Gomez, impossibilitado de vincular isso a qualquer objeto de arte que não seja diversas músicas pop e uma participação no filme “A Grande Aposta”, em que ela, interpretando a si mesma, explica o que são débitos sintéticos, então você talvez queira assistir ao clipe de “The Heart Wants What it Wants”. (Você estará atrasado pra festa, ele teve mais de 9 milhões de visualizações em 24 horas após seu lançamento). Antes da música começar, nós ouvimos a voz de Gomez como se ela estivesse se gravando para uma sessão de terapia, divagando sobre uma traição. “Me sentindo tão confiante, tão bem comigo mesma,” ela diz, sua voz começa falhar, “e de repente ser completamente destruída por uma coisa. Por algo tão bobo.” Choro. “Mas depois você faz eu me sentir louca. Você me faz sentir como se fosse minha culpa.” Isso é atuação? Uma violação da lei HIPAA? De qualquer forma, há magia na forma como ela te faz sentir, como se você compartilhasse daquele sofrimento. Como se fosse um Selenator.

Gomez monta uma playlist, tem Dolly Parton, Kenny Rogers, e de volta a cozinha, temos uma torta para montar, enchiladas para enrolar, e as batatas com queijo para misturar. Enquanto eu coloco o avental sobre seu cabelo castanho chocolate, pelo o qual a Pantene pagou milhões, e amarro ao redor de sua fina cintura, eu me pergunto se seus fãs sentem há anos a mesma sensação de querer protegê-la como estou sentindo agora. Mesmo que ela aparente força e auto-segurança, Gomez não deixa de admitir fragilidade. “Eu chorei mais vezes no palco do que consigo lembrar, e meu choro não é bonito,” ela diz. No último verão, após sua turnê “Revival” passar pelas etapas dos Estados Unidos e da Ásia, com mais 30 shows pela frente, ela abruptamente cancelou tudo e deu entrada em uma clínica psiquiátrica no Tennessee. (Essa foi a segunda vez em que Gomez cancelou sua turnê para ser internada, em Janeiro de 2014, logo após ser diagnosticada com Lúpus, ela passou duas semanas na clínica Meadows, a mesma que já recebeu Tiger Woods, Rush Limbaugh e Kate Moss.) A causa, ela diz, não foi um vício ou um distúrbio alimentar, por assim dizer.
“Turnês são lugares bem solitários para mim,” ela explica. “A minha auto-estimada estava baqueada. Eu estava depressiva, ansiosa. Eu comecei a ter crises de pânico antes de subir ao palco ou logo depois de sair. Basicamente eu senti que não era boa o suficiente, que não era capaz. Eu senti que não estava dando nada para meus fãs, e eles podiam notar. O que eu acho que era uma completa deturpação. Eu estava acostumada a me apresentar para crianças. Nos shows eu fazia eles levantarem seus mindinhos e prometer nunca deixar ninguém dizer que eles não eram bons o bastante. De repente eu tenho crianças fumando e bebendo nos meus shows, pessoas em seus 20, 30 anos, e eu estou olhando em seus olhos, sem saber o que dizer. Eu não podia falar, “vamos todos fazer promessas que vocês são lindos!”. Não funciona assim e eu sei disso porque estou lidando com os mesmos problemas que eles. O que eu gostaria de dizer é que a vida é muito estressante, e que eu sinto vontade de fugir. Mas nem eu estava me conseguindo entender, então eu senti que não tinha sabedoria para compartilhar. Então talvez eu pensava que todos lá estavam pensando: isso é perda de tempo.”

No dia 15 de Agosto, Gomez publicou uma foto sua quase em um estilo drama barroco: seu corpo jogado no palco, coberto pela cegante luz. Se isso era agonia ou êxtase, trouxe mais de um milhão de comentários de fãs (com usuários como: selena_is_my_life_forever). Seria o seu último post no Instagram por mais de três meses. Ela viajou ao Tennessee, entregou seu celular, e se juntou ao grupo de jovens mulheres em um programa que incluia terapia individual, terapia em grupo, e até mesmo terapia equina. “Você não faz ideia do quão incrível eu me senti ao estar apenas com seis meninas,” ela diz, “pessoas de verdade que não se importavam com quem eu era, que estavam lutando por suas vidas. Foi uma das coisas mais difíceis que eu já fiz, mas foi a melhor também.” Ela ficou lá por 90 dias, fazendo sua primeira aparição pós-tratamento em Novembro, no American Music Awards, onde ela recebeu o troféu de Artist Pop/Rock favorita e deu um emocionante discurso sobre suas batalhas; que logo se tornou um viral.

Em um restaurante do hotel Peninsula de Beverly Hills, garotinhas de avental rosa estão sentadas em enormes sofás e bebendo suco de maça em taças. Uma após a outra, elas chegam envergonhadas e depois risonhas, quando Gomez elogia seus vestidos e as convida para sentar com ela e tirar uma foto. Sua paciência infinita com essas situações é algo entre uma mania e uma norma. “Uma pessoa com quem eu costumava sair sempre ficava muito frustado comigo,” ela diz, provavelmente se referindo ao Bieber, cujo nome ela não fala. “Mas eu não sei dizer não para crianças.”

Donna Gigliotti, produtora de “Fundamentals of Caring”, um drama de 2016 em que Gomez interpretou o par romântico de um garoto com distrofia muscular, relembra as multidões de crianças esperando para vê-la no set no meio da rural área rural da Georgia. “Eles a amam pois ela é generosa e autêntica,” Gigliotti diz. “Eu admito que não sabia no início o quão grande sua base de fãs era. Agora eu a vejo como uma terceira geração do feminismo. Ela é adorável, divertida e engraçada, mas ela também é destruidora. Eu acho que seus fãs ficam loucos com essa combinação.”

“Há uma vulnerabilidade na Selena,” diz Paul Rudd, seu colega em Fundamentals of Caring. “Ela nunca tenta se vender ou impressionar ninguém. Ela não age como se fosse superior, ela ficava bem humorada em dias de muito trabalho e condições desconfortáveis. Você nunca saberia que ela é famosa pela forma como ela age, o que eu acredito que seja um dos grandes atrativos nela.”

Estilo boneca e estrelinha em fotos, mas de tirar o fôlego pessoalmente, Gomez foi uma vez descrita por sua grande amiga Taylor Swift “tanto como uma pessoa de 40 anos e uma de sete anos.” Ela cresceu em Grand Prairie, Texas, criada por uma mãe solteira que tinha 16 anos quando ela nasceu. Gomez recorda de ter que buscar por moedas entre os assentos do carro para que elas pudessem comprar macarrão. Aos 7 anos, após alguns anos no circuito de misses, ela conseguiu um papel em Barney e Amigos, que era gravado em Dallas e usava crianças locais. Aos 12 anos, ela era uma das jovens da Disney, escolhida entre milhares de esperançosos. Aos 13 anos, ela se mudou com sua mãe e padastro para Los Angeles, e no ano seguinte a Disney lhe deu o papel principal em Os Feiticeiros de Waverly Place, um seriado sobre uma família de feiticeiros que possuem uma lanchonete em Manhattan. O programa foi um sucesso, e a Disney faz o que a Disney faz, espalhando o talento de Gomez pela música e filmes, com sua mãe, Mandy Teefey, seguindo como sua manager. (Gomez contratou uma empresa hollywoodiana em 2014, após sua primeira crise, mas continua desenvolvendo projetos com sua mãe, quem ela elogia mais do que todos.) “Eu trabalhei com eles por quatro anos,” Gomez diz. “É uma máquina controladora. Eles sabem o que eles representam, e lá estava, 100%, a forma que tudo deveria ocorrer.”

Nenhuma estrela mirim gosta da passagem pela adolescência, e Gomez lutou para proteger sua divertida imagem apresentada por Feiticeiros. “Para meninos há uma forma de rebelar que pode dar certo para você,” ela acredita. “Mas para uma mulher, isso pode dar errado. É difícil não se tornar um clichê, a estrela mirim que deu errado. Eu respeitava os meus fãs e o que eu tinha, mas eu também estava descobrindo do que eu gostava e até onde eu estava disposta a ir.” A primeira coisa que ela fez pós-Disney foi a obscura obra de de Harmony Korine, Spring Breakers, um filme de 2013 sobre quatro universitárias que embarcam em uma viagem de muito sexo, drogas e assassinatos. (Gomez interpreta Faith, aquela que não aguenta a pressão e volta antes para casa.) “Minha mãe queria que eu trabalhasse com um diretor que realmente me pressionasse,” ela relembra. “Eu assisti Kids, Trash Humpers, Gummo, e fiquei tipo, Mãe, você está louca? Mas foi divertido imaginar como se comportar uma vez que você estivesse livre do que te prende. Eu sou atrasada. Eu cresci com adultos, mas em termos de sair, ter amigos, em alguns momentos eu não conhecia nada além do meu trabalho.”

Em retrospecto, o sucesso de Gomez na infância foi sempre misturado com a tristeza. “Minha mãe dedicou toda sua vida para mim,” ela explica. “De onde nós viemos, você nunca vai embora. E quando eu comecei a ter sucesso, veio junto um sentimento de culpa. Eu pensava, será que mereço isso?.” Mesmo estando em vários outros filmes desde Spring Breakers, Gomez aproveita seu sucesso maior como cantora. E essa vida de um músico a deixa exausta. Em sets de filmagens, ela está com sua equipe e pode recorrer para seu personagem, mas em um show, todos os olhos estão nela. “É estranho,” ela diz, “subir no palco e ver que todos sabem onde você estava na noite anterior.”

Com sua turnê e seu tratamento no passado, Gomez sente-se estranhamente relaxada. A minisérie da Netflix Os 13 Porquês, que ela produziu, vai ao ar neste mês, e fala sobre vários assuntos importants para ela, como suicídio juvenil e a pressão da mídia social. Oito anos atrás, Gomez e sua mãe foram atrás de Jay Asher, autor do livro sobre o qual a série foi adaptada. O título se refere aos 13 motivos pelo os quais a protagonista, Hannah Baker, decidiu dar fim a sua vida. “Eu não conhecia muito sobre a Selena naquela época,” Asher se recorda. “Eu acho que assisti Programa de Proteção para Princesas pra me preparar. Ela explicou o quão profundamente conectada ela sentiu-se com o livro, que é sobre como realmente não podemos saber o que as pessoas estão lidando. Na primeira reunião nós falamos sobre Twitter, e eu me lembro dela falar como há uma ideia de que celebridades não devem ligar ou se importar para o que é dito sobre elas, mas ela que não consegue.”

Gomez também está gravando no estúdio de gravação, em Fevereiro, ela lançou “It Ain’t Me”, uma canção gravada em Novembro, produzida pelo DJ Kygo. É tanto um hino das pistas de dança como uma polêmica sobre dependência e relacionamentos. (“Quem vai te levar pelo lado escuro da manhã?”, ela canta. “Não serei eu”. Alguns anos atrás, pode ate ser que tenha sido Gomez.) Ela está colaborando com a Coach em uma linha de acessórios, a ser lançada o Outono*, e Stuart Vevers, diretor criativo da marca, recentemente a encontrou em Los Angeles para um brainstorming. “Há uma forma muito carinhosa que Selena lida com seus fãs,” Vevers diz. “É a natureza do poder dela. Que empresa da moda não gostaria de ter isso?.”

Não há filmes por vir e nenhuma pressão por parte de sua gravadora. “Pela primeira vez,” ela diz, “eu sinto que não preciso estar pressionada e esperando alguém julgar o trabalho que estou fazendo. Eu não estou atrás de um momento. Eu não acho que há um momento para eu correr atrás.” Gomez vive atualmente em um Airbnb na região do Valley e realmente não sai muito, exceto para longas viagens com suas amigas: uma corretora e alguns amigos da igreja. “Eu acho que 17 pessoas tem o meu número de celular atualmente,” ela diz. “Talvez dois sejam famosos.” Ela está estudando espanhol, que ela falava fluentemente quando criança, mas esqueceu, na esperança de gravar alguma música em espanhol no futuro. Ela vê seu psicólogo cinco vezes na semana e tornou-se uma voz para a Terapia Comportamental Dialética, uma técnica desenvolvida para tratar transtorno de personalidade que agora é utilizada em mais consultórios. “TCD mudou completamente a minha vida,” ela diz. “Eu gostaria que mais pessoas falassem sobre terapia. Nós garotas somos ensinadas a sermos muito resistentes, a sermos fortes, sexy, legais e tranquilas. A garota que aceita tudo. Nós também sentimos a vontade de poder estar mal.”

Ela raramente está postando no Instagram. Na verdade, o aplicativo não está mais em seu celular, e ela não tem a senha de sua conta. (Agora, ele está nas mãos de sua assistente.) Ela às vezes fantasia sobre sumir das mídias sociais de uma vez só. “Assim que eu me tornei a pessoa mais seguida no Instagram, eu meio que surtei,” Gomez diz. “Tornou-se algo obsessivo. Era pra isso que eu acordava e pra isso que eu ia dormir. Eu estava obcecada, e eu senti que estava vendo coisas que não queria ver, como se estivesse colocando coisas na minha cabeça com as quais eu não me importava. Eu sempre acabava me sentindo mal quando entrava no Instagram. E é por isso que eu estou mais de fora, meio sumida.”

Bom, não totalmente fora do radar. Alguns dias após nos conhecermos, Gomez viajou para a Itália com seu novo namorado, The Weeknd, e os paparazzis não perderam. (Nem a ex do The Weekend, a modelo Bella Hadid, que foi para suas mídias sociais e deixou na hora de seguir Gomez.) Quando eu pergunto pra ela sobre o namoro, ela me diz que tudo que ela disse antes sobre seus relacionamentos no passado vieram para assustá-la, e que ela não fará isso novamente. “Oh, Mylanta!” ela diz, enquanto vê suas batatas com queijo darem a volta na mesa, em um sopro de alegria relembrando sua infância. “Veja, eu amo o que faço, tenho noção do quão sortuda eu sou, mas posso dizer uma coisa sem soar estranho? Eu realmente mal posso esperar para as pessoas me esquecerem.”

Ok surtando um pouco. Empolgada pra compartilhar minha primeira capa da Vogue US com vocês! Leiam a história toda e vejam as fotos no link da bio. Fotografada por @mertalas e @macpiggott

 

Eu quero agradecer ao Rob Haskell por escrever a matéria. Eu estava um pouco nervosa com o quão sincera eu fui, mas você descreveu perfeitamente onde eu estou. Sou muito grata @voguemagazine @mertalas @macpiggott ❤️

 

Wearing @coach for @voguemagazine !!

Uma publicação compartilhada por Selena Gomez (@selenagomez) em

 

Usando @coach para a Vogue

SELENA GOMEZ: CINCO COISAS QUE VOCÊ NÃO SABIA

Hoje, Selena Gomez estreou na capa da Vogue norte-americana, um marco para a ex-atriz de Os Feiticeiros de Waverly Place. “Eu trabalhei com eles por quatro anos,” Gomez contou. “É uma máquina controladora. Eles sabem o que eles representam, e lá estava, 100%, a forma que tudo deveria ocorrer.” Nos dias de hoje, Gomez está marchando de acordo com sua batida, tomando decisões difíceis como cancelar sua turnê mundial (pela segunda vez) para cuidar de si mesma e sua saúde. Ela entregou seu celular e foi para o tratamento, como ela contou pra Vogue, e está funcionando. É esse tipo de pensamento que sua legião de Selenators, pessoas que segundo o Urban Dictionary a amam e apoiam de qualquer maneira, entenderiam por completo. Para aqueles que ainda precisam de um esclarecimento, aqui vão cinco coisas que talvez você não saiba sobre Selena Gomez.

1. Gomez está em uma zona sem Instagram. Ela não tem mais o aplicativo em seu celular, e nem mais a senha para sua conta (essa informação sigilosa está com sua assistente). “Assim que eu me tornei a pessoa mais seguida no Instagram, eu meio que surtei. Tornou-se algo obsessivo. Era pra isso que eu acordava e pra isso que eu ia dormir. Eu estava obcecada, e eu senti que estava vendo coisas que não queria ver, como se estivesse colocando coisas na minha cabeça com as quais eu não me importava. Eu sempre acabava me sentindo mal quando entrava no Instagram. E é por isso que eu estou mais de fora, meio sumida.”

2. Gomez quer deixar claro os motivos para cancelar sua turnê. (Duas vezes). E não, não foi um vício, ou um distúrbio alimentar, todos os quais os tabloides fizeram vocês acreditar. “Turnês são lugares bem solitários para mim. A minha auto-estimada estava baqueada. Eu estava depressiva, ansiosa. Eu comecei a ter crises de pânico antes de subir ao palco ou logo depois de sair. Basicamente eu senti que não era boa o suficiente, que não era capaz. Eu senti que não estava dando nada para meus fãs, e eles podiam ver. O que eu acho que era uma completa deturpação. Eu estava acostumada a me apresentar para crianças. Nos shows eu fazia eles levantarem seus mindinhos e prometer nunca deixar ninguém dizer que eles não eram bons o bastante. De repente eu tenho crianças fumando e bebendo nos meus shows, pessoas em seus 20, 30 anos, e eu estou olhando em seus olhos, sem saber o que dizer. Eu não podia falar, “vamos todos fazer promessas que vocês são lindos!”. Não funciona assim e eu sei disso porque estou lidando com os mesmos problemas que eles. O que eu gostaria de dizer é que a vida é muito estressante, e que eu sinto vontade de fugir. Mas nem eu estava me conseguindo entender, então eu senti que não tinha sabedoria para compartilhar. Então talvez eu pensava que todos lá estavam pensando: isso é perca de tempo.” Ela sabia que para ser a melhor arista que ela pode ser, primeiro ela tinha que estar bem.

3. A cantora começa todas as manhã com um copo de gengibre ou comendo um pedaço dele. “É tão bom,” ela recentemente contou ao James Corden durante uma aparição no quadro Carpool Karaoke do Late Late Show. “Está matando tudo lá dentro, todas as coisas ruins.” Melhor ainda se ela poder comer seguido de um #7 do menu do drive-thru do McDonals, junto com uma Coca-Cola, que possui a letra de uma das canções de Gomez. Em 2015 ela revelou que se preparou para o show da Victoria’s Secret com um lanche do McDonalds nos bastidores; no entanto, como ela contou pra Vogue em Maio, sua pegada para ficar em forma pra turnê é diferente. “Eu sempre tenho água, muita água. Tem até no meu banheiro porque eu costumava beber muita pouca água e eu quero estar hidratada,” Gomez explica. “Eu como duas cenouras, gengibre; Um pedaço de aipo. Eu sei que é chato, mas um e meia beterraba. Essas são as coisas que ficam ao meu redor.”

4. Britney Spears foi uma “grande influência” para Gomez quando chegou a hora de livrar-se de sua imagem de Disney. “Uma vez que a Disney acabou, eu pensei, ‘que merda’. Eu não sabia o que eu queria ser. Eu tive que aprender a ser eu mesma.” É claro, ela teve um pouco de ajuda com o vídeo de “I’m a Slave 4 U”. “Aquele clipe é tão quente; é incrível,” Gomez disse em 2013. “Eu definitivamente quero fazer isso com a minha transição.” Quatro meses depois, Gomez encarnou a princesa do pop original em sua primeira turnê solo, Stars Dance, usando inspiração nas performances até os figurinos. Relembrando o primeiro show em que ela foi, coincidentemente, de Britney Spears, ela revelou seu lado fã. “Nós estávamos lá no fundo. Eu tinha uma camiseta e as luzes florescentes. E eu lembro que foi um dos grandes momentos da minha vida! Eu estava nas nuvens!”

5. Gomez tem sete tatuagens e não parou. A história por trás de sua tatuagem escrita em árabe abaixo de seu ombro direito, se traduz em “ame a si mesmo”, aconteceu por conta de um momento que ela compartilhou com um fã. “Essa é provavelmente a mais significativa pra mim,” ela contou pra GQ em Abril. “Eu fiz um show em Dubai e uma jovem de 16 anos veio conversar comigo quando eu estava passando por um período difícil. Ela disse, ‘eu gostaria que você se amasse por primeiro’.” A cantora divulgou sua tatuagem em 2014, ganhando mais de 1 milhão de likes e fazendo com que muitos Selenators fizessem o mesmo: “Vários fãs fizeram essa tatuagem,” ela contou. “Eu adoro contar uma história.” Dois anos depois, a cantora foi a sua rede social para anunciar que estaria vendendo tatuagens temporárias iguais a sua nos produtos da turnê Revival, uma, ou mais, sete motivos pra ir ver Selena Gomez ao vivo.