WSJ: “A Balada de Selena Gomez”

Postagem por: Rebeca Gois
08.01.2020
Categorias: Notícias

Após mais de anos anos sem um álbum, Selena Gomez voltou ao mundo da música e, com ela, entrevistas sobre sua vida pessoal e processo criativo.

Estampando a capa de Fevereiro da luxuosa “Wall Street Journal”, Selena conversou Derek Blasberg sobre os últimos quatro anos que culminaram no tão aguardado lançamento de seu terceiro álbum de estúdio, o “Rare”.

Confira abaixo a tradução, na íntegra, da entrevista concedida pela cantora.

“A Balada de Selena Gomez”

Após uma longa jornada através da doença e coração partido, a antiga estrela teen emerge como uma artista completa com seu primeiro álbum em quatro anos.


Antes mesmo que a garçonete ofereça um cardápio, Selena Gomez joga suas cartas na mesa. “Eu sinto como se eu tivesse que passar por tudo o que passei”, ela diz enquanto se senta no terraço de um restaurante em Los Angeles. “Eu tinha autoestima baixa, e isso algo que eu trabalho continuamente. Mas eu me sinto muito empoderada porque eu ganhei muito conhecimento sobre o que estava acontecendo mentalmente”, ela adiciona. Logo depois, ela sorri maliciosamente e diz, “Vamos falar sobre as coisas que eu não deveria”. Ela está vestida como seu ícone dos anos 90, Rachel Greene, de Friends, interpretada por Jennifer Aniston, vestindo um cardigã canelado por cima de um vestido xadrez. “É claro que em alguns momentos na minha vida eu me perguntei, ‘Por quê? Por que eu?'”, ela diz. “Mas agora, eu olho para isso pensando, ‘Pelo menos agora posso me identificar com mais pessoas'”.


O que Gomez enfrentou até agora em seus 27 anos não é nada relacionável. Tem a fama global: a estrela infantil da Disney transformada em cantora-compositora-atriz-produtora tem mais de 163 milhões de seguidores no Instagram. Os problemas físicos de saúde: ela foi diagnosticada com a doença autoimune lúpus em 2013, e depois desenvolveu uma complicação chamada lupus nephritis, que exigiu um transplante de rim em 2017. Os problemas de saúde mental: ela discutiu abertamente sobre sua luta contra ansiedade e procurou ajuda para depressão. E tem a vida amorosa que inspirou zilhões de capas de tabloides. Seu primeiro amor foi Justin Bieber, quem ela namorou entre idas e vindas por muitos anos, e que se casou com a modelo Hailey Baldwin em 2018. Ela também se envolveu com o músico Abel Tesfaye, conhecido como The Weeknd, por quase um ano em 2017. Houve quebra de recordes, turnês mundiais, campanhas para a Louis Vuitton, colaborações com a Puma e Coach, embaixada com a Unicef e membresia no “voting squad” de Michelle Obama, parte do esforço da ex-primeira dama de tornar os jovens mais ativos no processo democrático (Gomez disse que aceitou o convite antes mesmo que Michelle terminasse de falar).


Todos esses altos e baixos culminaram em seu novo album, “Rare”, sua mais pessoal expressão musical até o momento. “Essa é a primeira vez que eu a vi verdadeiramente canalizar os detalhes de sua experiência emocional”, contou a amiga próxima de Gomez, Taylor Swift. “Eu pensei, ‘Uau, ela está finalmente se permitindo a deixar outras pessoas saberem que nem tudo está bem’. Você pode ser vulnerável, solitário, independente, forte, corajoso e sentir medo ao mesmo tempo”. E, acontece que os fãs se identificam: uma das faixas que Gomez lançou em outubro, “Lose You To Love Me”, se tornou a primeira música de sua carreira a atingir o topo da Billboard Hot 100, Apple Music, Spotify, YouTube, iTunes e Rolling Stone Charts simultaneamente.
“Eu nunca me importei sem ser a número 1”, ela diz. Ela está igualmente desinteressada em outras métricas da sociedade sobre sucesso, incluindo curtidas, retuítes e sessão de comentários em geral. “Eu dei uma pausa do Insta por um ano, talvez um ano e meio”, ela conta. “Eu prefiro ficar longe de qualquer coisa que possa me fazer sentir como merda”. Mas mesmo paradas musicais? “Honestamente, qualquer coisa no mundo da internet”, ela diz.


A forma como ela sabe que sua música é boa é que isso lembra a ela e seus amigos de uma versão mais jovem de si mesma, antes de sua vida se tornar pública. “Eu me lembro que Taylor disso, quando toquei algumas das novas músicas, ‘Eu sinto como se eu estivesse vendo quem você era antes de tudo isso’”, Gomez diz. “Isso me deixa feliz. Eu gosto de me sentir como aquela garota novamente.


Ryan Seacrest levou Gomez ao seu programa no rádio em outubro para falar sobre “Lose You To Love Me”, o que muitos ouvintes interpretaram como sendo sobre seu término com Justin Bieber. “Ela estava no estúdio e eu pude sentir e ver a emoção em seu rosto enquanto ela ouvia que sua música estava tocando na rádio pela primeira vez”, Seacrest diz. Gomez contou a ele que ela não poderia lançar aquela música enquanto estava vivendo aquela letra. Seacrest, que conhece Gomez desde a adolescência, vê sua nova música como uma manifestação das dificuldades que Gomez enfrentou. “Ela fez uma grande descoberta”, ele diz.


A história do crescimento de Gomez é uma combinação de conto de fadas e um thriller psicológico. Nascida em 1992 em Grand Praire, Texas, ela teve seu primeiro papel na TV aos 10 anos, em “Barney e Seus Amigos”. Sua grande chegada foi o papel de “Alex Russo”, em “Feiticeiros de Waverly Place”, da Disney, que foi ao ar de 2007 a 2012. Durante este tempo, ela também estrelou filmes da Disney, incluindo “Outro Conto da Nova Cinderella” e “Programa de Proteção para Princesas”, e criou música com sua banda “Selena Gomez & The Scene”, lançada pela gravadora da Disney, a Hollywood Records, que previamente havia assinado com Miley Cyrus e sua amiga Demi Lovato. Gomez diz que ela ama a Disney. “Essas pessoas eram minha vida”, ela diz, acrescentando que deixou a escola tradicional na sétima série. “Esse é o principal motive pelo qual eu me mudei para cá [Los Angeles]. Eu, literalmente, cresci com eles. Antes de qualquer dessas loucuras acontecerem comigo”.

A vida mudou para Gomez quando “Os Feiticeiros de Waverly Place” acabou. “Foi assustador quando meu fim se tornou grandioso”, ela conta, se referindo à explosão de uma carreira solo e sua ascensão como uma das pessoas mais famosas do mundo. Seu relacionamento “vai e volta” super vigiado com Bieber começou em 2010. Dois anos depois, ela lançou seu primeiro papel fora da Disney, como “Faith”, parte do grupo de adolescentes que enlouqueceram no filme do diretor Harmony Korine, “Spring Breakers”. “Seu rosto era como o de uma boneca de porcelana”, disse Korine sobre sua primeira reação quando conheceu Gomez em Nashville, quando ela voou para fazer a audição na cidade, “esse é o motivo pelo qual ela era perfeita para ilustrar como as coisas aconteceram”.


Em 2013, o primeiro álbum solo de Gomez, “Stars Dance”, estreou no primeiro lugar da Billboard 200. Ela começou a frequentar clubes e festas de Hollywood, mesmo que, ela diz, isso a fizesse “sentir como se não estivesse fazendo nada de bom para o mundo”. Foram duas turnês mundiais que foram interrompidas múltiplas vezes por sua batalha contra o lúpus.


Quando Gomez chegou aos 20, ela estava lutando contra depressão e ansiedade. “Meus momentos altos eram realmente altos, e meus momentos baixos me tirariam de cena por semanas”, ela relembra. Gomez tem trabalhado com terapeutas há mais de seis anos, ela conta, e tem se internado e recebido alta de clínicas de tratamento. “Eu descobri que sofro, sim, com problemas de saúde mental”, ela diz. “E, honestamente, foi um alívio”. E também foi [um alívio] compartilhar essa revelação com seus amigos e fãs. “Eu descobri que existia uma forma de conseguir ajuda e encontrar pessoas em quem confiar”, ela diz. “Eu embarquei na medicação correta e minha vida mudou completamente”.
Os problemas com a saúde física de Gomez foram numa escala Elizabeth Taylor de semelhança. “O lúpus foi uma coisa enorme que aconteceu comigo, então veio o rim, e isso foi o mais assustador, porque, sim, eu poderia realmente ter morrido”, ela diz. O transplante foi uma cirurgia de duas horas. “No momento em que eu saí, eu me lembro que comecei a tremer e minha mãe a gritar e ser colocada de volta em seu lugar”, ela relembra. Por causa de complicações, a cirurgia durou outras sete horas, e no processo, os cirurgiões precisaram usar veias de suas pernas. “Esse é o tipo de coisa que te faz pensar, ‘Sabe de uma coisa? Estou feliz demais somente por estar viva’”, Gomez diz. Caso ela esqueça de ser grata, ela escreveu trechos da Bíblia e citações em sua casa (Gomez cresceu como católica. Por muitos anos ela frequentou a Hillsong Church, uma congregação popular entre celebridades, incluindo Bieber, mas agora ela passa seu tempo em uma pequena congregação em Orange County. “Eu não me considero religiosa”, ela diz. “É mais sobre minha fé e minha conexão com Deus. É algo sobre o qual eu falo muito”).


Gomez diz que conheceu suas melhores amigas, aquelas de suas fotos nas redes sociais, fora do redemoinho de Hollywood. “Eu conheci uma numa festa de véspera do ano novo, na qual acabamos perdendo a contagem regressiva porque ficamos conversando a noite toda. Outra eu conheci numa festa anti-dia dos namorados”, ela explica. “Eu tinha uma queda pelo irmão mais velho de uma das minhas amigas quando tinha 15 anos, mas acabei gostando mais dela do que dele”. Ela credita essas mulheres como responsáveis por ligarem ela a uma vida fora dos palcos. “Elas têm seus próprios trabalhos e suas próprias vidas e querem fazer suas próprias coisas. Elas são gentis pra caramba”. Elas também a ajudam a se desconectar quando ela está sobrecarregada. “Eu voltei para o Instagram porque estou lançando músicas, mas eu contei par aminha melhor amiga, Courtney, ontem ‘Eu vou ter que tirar isso do meu celular novamente, em breve’”, ela diz. “Eles sabem que eu tenho uma personalidade que se vicia e isso pode não ser saudável”.


Seacrest reconhece as amigas de Gomez como responsáveis por ajudá-la a alcançar um novo nível de auto-possessão. “Minha impressão é de que ela passou por coisas complicadas e difíceis e, às vezes, sem saber em quem confiar ou falar ou quem era melhor para ela”, ele diz. “Quando eu a vi mais recentemente, ela estava exalando mais confiança do que jamais exalou. E ela merece isso”.


E então tem Swift, a quem Gomez conheceu há mais de uma década, quando as duas estavam namorando algum dos Jonas Brothers. “Nós nos conectamos instantaneamente e, cara, aquela era minha garota”, Gomez diz. Swift concorda. “Sempre houve essa coisa de irmandade, e eu não digo isso de uma maneira básica”, conta Swift. “Eu soube, no momento em que a conhecei, que eu sempre a apoiaria. Na minha vida, eu tenho a habilidade de perdoar pessoas que me machucam. Mas eu não sei se consigo perdoar alguém que a machuque”.


Elas terminaram com seus respectivos “Jonas” (Gomez namorou Nick, Swift estava com Joe), mas o laço das moças foi forjado em jornadas similares através da estratosfera cultural. “Nós duas enfrentamos merdas ao mesmo tempo”, Gomez diz. “Ela me ensinou muito sobre como eu deveria ser tratada quando eu era mais nova”.

Gomez e Swift são, muitas vezes, o par uma da outra em premiações, mas Gomez diz que elas se tornaram próximas fora dos holofotes. “Tem tanta coisa a respeito da minha amizade com Taylor que as pessoas não sabem, porque nós não realmente sentimos a necessidade de postar sobre tudo o que fazemos”, Gomez explica. “Ela se mostrou presente para mim de maneiras que eu nunca esperaria. Ela voou até mim porque eu estava machucada ou passando por algum aperto. Coisas que estavam acontecendo com a minha família. Isso provou, ano após ano, e em cada momento da minha vida, que ela é uma das minhas melhores amigas no mundo todo. Nós não concordamos em tudo, mas respeitamos uma à outra em tudo”.


Em novembro, Gomez postou um longo Instagram Story que, inequivocamente, apoiava Swift em sua disputa com Scooter Braun and Scott Borchetta na Big Machine Label Group pelos direitos de algumas gravações de Swift. “Eu quis dizer tudo o que disse em meu post”, Gomez diz. “É difícil ver alguém com quem você se importa ser constantemente quebrada. Mas, poxa, aquela garota pode voltar e fazer isso melhor e fazer ainda mais”. Gomez diz que não pensou para falar por Taylor. “[Taylor] é exatamente quem ela é”, Gomez diz. “Ela fala mesmo. Eu não conheço muitas pessoas que fariam isso. Eu ficaria assustada. Apavorada, na verdade”.


Em adição a se abrir sobre sua carreira musical, Gomez é sincera sobre fazer audições para mais projetos de atuação. “Eu quero tanto fazer filmes. Eu quero tanto fazer TV”, ela diz, adicionando que está ciente sobre as restrições de elenco. “Eu reconheço que eu pareço nova demais a maioria do tempo, ou que as pessoas não conseguem separar os dois [a Selena real da personagem], o que me deixa de fora. Então, eu continuo fazendo audições e simplesmente tenho que esperar para qual for que seja a minha vez”.


Após “Spring Breakers”, Gomez teve um pequeno papel no filme de Adam McKay de 2015, “A Grande Aposta”, no qual ela explicou o conceito econômicodo hot-hand com Richard Thaler, um economista que realmente ganhou o prêmio Nobel. “Eu queria alguém com uma presença pop gigantesca, mas que também fosse inteligente e curiosa. Selena era perfeita”, McKay diz. “Ela também tem um senso de aventura grande, como, ‘Eu vou atuar com um economista que nunca atuou antes? Vamos fazer isso!’. Seu nível de maturidade é meio chocante. Muito calmo. Muito focado. E ainda assim, consegue brincar um pouco entre os takes” (O apanhado de Gomez sobre essa produção: “Tudo o que eu sei é que o Ryan Gosling disse meu nome em um filme. Foi um bom momento”).


Ela recentemente apareceu ao lado de Bill Murray e Tilda Swinton em “The Dead Don’t die”, o filme de fantasia de zumbi de Jim Jarmusch. “Eu a conheci em um restaurante discreto no Lower East Side [Nova York] e vim sozinha, sem entorauge, sem agente, sem amigo”, lembra Jarmusch. “Estou nos meus 60 anos, mas Selena já esteve em mais cenários do que eu tenho.


No último ano, Gomez foi a produtora executiva do Living Undocumented, um documentário da Netflix que acompanhou imigrantes vivendo ilegalmente nos Estados Unidos. Para a cantora, isso é um problema pessoal. Seus avós foram imigrantes ilegais do México. “Eles levaram 18 anos para receber a cidadania, muito tempo atrás. Obviamente, hoje está muito pior e nós sabemos disso”, disse Selena.
O documentarista Aaron Saidman abordou Selena sobre o Living Undocumented, pensando em sua equipe de gerenciamento. Em seu primeiro contato, ele mostrou um pequeno vídeo promocional para ganhar seu interesse. Selena lembra de se emocionar e não demorou muito para dizer que sim. “Há uma diferença entre uma celebridade cumprindo seu contrato de produtor para promoção e alguém que sente uma paixão genuína por falar sobre algo que acredita,” disse Saidman. “Se ela é assim como produtora de conteúdo original não-fictício, como será que ela é em tudo tudo que faz?”.


Gomez também produziu ’13 Reasons Why’, a recente serie da Netflix sobre agressão sexual, saúde mental e suicídio na adolescência. Em sua segunda temporada, alcançou audiência de 2.6 milhões de telespectadores nos seus 3 primeiros dias de estreia. Sua mãe, Mandy Teefey, pegou o livro do Jay Asher na biblioteca e leu três capítulos. No mesmo momento saiu da biblioteca, ela queria adquirir os direitos do livro para ela e sua filha produzir. ”Eu aprendi muito com 13 Reasons,” disse Gomez, que agora está trabalhando na produção de ‘The Broken Heart Gallery’, um filme, sobre um curador de Museu que escreve sobre sua vida amorosa. ”Eu amo estar em um lugar com pessoas e ter uma opinião e ser respeitada. É tão bom quando alguém escuta o que você tem a dizer”.


Gomez está falando por si mesma cada vez mais. Antes deste novo álbum, muitas de suas músicas eram embaladas para ela. “Havia muita música para mim, e eu não tenho muito controle”, diz Selena. Algumas das mensagens por trás da música não ressoam com ela, como na música de 2013, “Come & Get It”. “Essa não é minha personalidade”, diz Gomez. “As letras são: ‘Quando você estiver pronto, venha e pegue’. Eu nunca diria isso!”. Mas o novo álbum dela, Rare, é altamente autobiográfico: títulos de músicas como “Let Me Get Now” e “Vulnerable” sugerem algumas das epifanias que ela teve nos quatro anos desde seu último álbum.


“Rare” inclui colaborações com Julia Michaels e Justin Tranter, dois cantores e compositores que também se tornaram amigos íntimos de Gomez. “Eu chamo Julia de minha alma gêmea, porque nunca tive uma conexão com alguém assim na minha vida”, diz Gomez. Os dois fizeram tatuagens combinando no outono passado: pequenas flechas na base dos polegares que se conectam sempre que dão as mãos. Quanto à Tranter, Gomez diz: “Ele tende a iluminar uma sala e sabe como fazer minha voz parecer boa.”


“Esta é primeira vez que vejo Selena mostrar os detalhes de sua experiência emocional. Apenas pensei: Uau, ela está finalmente se permitindo mostrar às pessoas o que não está bem”, Taylor Swift.


Em 2015, Gomez levou Michaels, Tranter e outros amigos em viagem de composição de música ao México, o que se provou produtivo. “Você pode ficar muito próximo quando está junto durante todo o dia e compondo à noite”, afirma Tranter. A meta deles era ser o mais autêntico e vulnerável possível. “Por que mais estaríamos aqui? O mundo está caindo e nós iremos ficar fazendo um fofo jogo de palavras? Não, obrigado”, completa Tranter. “Prefiro quando a pessoa faz sua autobiografia. Cada canção que fizemos neste álbum saiu de sua vida, emoções e sentimentos”.


Uma música que o trio escreveu teve origem de uma mensagem de texto. “Justin e eu iremos ao estúdio antes (de Gomez ir) e reunir ideias”, diz Michaels, adicionando que escreveram “Lose You To Love Me” no dia dos namorados. “Eu lhe enviei uma mensagem perguntando ‘em que humor você está?’ ao que ela respondeu ‘estou me sentindo feliz e forte’ e, então, no fim da mensagem, disse ‘apenas quero um namorado’. Pensei que deveríamos fazer uma música sobre isso. Ela foi ao estúdio e tudo começou a fluir”. Da faixa que resultou, “I Want a Boyfriend”, Tranter declara: “uma parte da letra é sobre uma linha entre querer e precisar. Sim, ela quer um namorado, mas não é uma necessidade. Ela está bem sozinha, e todos nós deveríamos estar também”.


No final do almoço (Selena pediu uma salada de beterraba e batata frita com maionese, o que alguns de vocês irão querer saber), ela toca a música e seu sorriso retorna. “Preciso de um tempo comigo mesma. Amo ir ao meu quarto no final do dia. Apenas eu e meu cachorro. Eu coloco uma calcinha de vovó e me estico na cama”, afirma. Essa música responde sobre o status de relacionamento dela? “Estou solteira já tem dois anos”, confirma. Porém, ela concorda que, pelo menos, ela fez uma boa canção disso. “Estou bem com isso”, afirma.

Confira as imagens do photoshoot exclusivo para a capa da WSJ:

Tradução e adaptação: Equipe Selena Gomez Brasil

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