Postagem por:
Rebeca Gois
08 jun.2020

Selena Gomez abriu sua maior plataforma para influenciadores pretos educarem e informarem seus seguidores sobre os acontecimentos relacionados ao “Black Lives Matter” e a luta racial nos Estados Unidos.

Jelani Cobb, professor e jornalista do “New Yorker”, é o segundo influenciador a ser responsável pelo conteúdo no perfil da cantora. Veja o post de apresentação do professor neste sábado, 06/6:

“Conheçam Jelani Cobb (@jelani1906). Ele é um jornalista no “New Yorker”, professor na Columbia University e historiador. Jelani escreveu diversos livros incluindo ‘A Substância da Esperança: Barack Obama e o Paradoxo do Progresso’, e ‘To The Break of Dawn’, que é sobre a origem da cultura do hip hop. Ele escreve e ensina sobre a história das raças nos Estados Unidos e as formas como isso continua impactando não apenas pessoas pretas, mas todas as mais de 328 milhões de pessoas que compartilham esse país. Jelani tomará conta do meu Instagram hoje.”

O post principal de Jelani no Instagram de Selena foi um trecho do filme “A 13ª Emenda”, da Netflix,  que fala sobre a criminalização da população preta dos Estados Unidos e o sistema carcerário.

Nós insistimos em perguntar: ‘Como chegamos a este ponto?’. A resposta é que estamos neste ponto desde o princípio.

A morte de George Floyd é parte de uma longa história que conecta a escravidão ao nosso sistema atual de prisões em massa. Na América do Sul, lugares como a Parchman Farm começaram como plantações escravas e depois se tornaram prisões quando o escravismo acabou.

A violência racial tem sido um tema comum em nossa história e foi usada para manter pessoas pretas em posição de subordinação. Assim como a morte de George Floyd abriu os olhos do povo em 2020, o linchamento de Emmett Till, de apenas 15 anos, também o fez em 1955.⠀⠀

Estou postando um trecho do filme “A 13ª Emenda”, que discute essa história em detalhes, e uma sugestão de leitura: “The New Jim Crow”, de Michelle Alexander. Se vamos mudar algo neste ciclo terrível, precisamos começar reconhecendo o quão profundas são essas raízes.

Veja e entenda as imagens que Jelani compartilhou no Instagram Stories:

Tradução: Chain Gang, 1903.
  • NOTA SGBR: ‘Chain Gang’ era uma forma de punição a prisioneiros nos Estados Unidos, na qual um grupo de presos eram acorrentados juntos e desafiados a realizar trabalhos físicos pesados como construir estradas, reparar prédios e limpar ruas. A prática foi mantida no país até meados de 1990. 
Tradução: Fotografia de pessoas procurando restos de seus pertences nos destroços após o Distúrdio Racial de Tulsa, em Tulsa, Oklahoma, 1921.
  • NOTA SGBR: O Massacre de Tulsa ocorreu em 31 de maio e 1º de junho de 1921, quando multidões de moradores brancos atacaram negros e suas residências e comércios no distrito de Greenwood, em Tulsa, Oklahoma. Foi chamado de “o pior incidente de violência racial da história norte americana”. O ataque, realizado em solo e a partir de aviões particulares, destruiu mais de 35 quarteirões do distrito – na época a comunidade negra mais rica dos Estados Unidos, conhecida como “Black Wall Street”. Estima-se que entre 100 e 300 pessoas foram mortas no ataque.
Tradução: Trabalhadores da Parchman Farm, 1930.
  • NOTA SGBR: A prisão Parchman Farm, no Mississipi, foi construída em 1901 e é conhecida até hoje como uma das penitenciárias mais cruéis dos Estados Unidos. Os ‘Trabalhadores da Parchman’ eram presos que basicamente eram escravizados novamente: obrigados a fazer um trabalho pesado por horas, sem pagamento e alimentação precária.
Tradução: Protestantes do lado de fora da Casa Branca, no dia 24 de outubro de 1955, protestando contra o linchamento do [adolescente de 15 anos] Emmett Till.
Tradução: Kaepernick de joelhos em 2016.
  • NOTA SGBR: Colin Kaepernick, quarterback do San Francisco 49ers, que na pré-temporada de 2016 se recusou a levantar durante a execução do hino nacional em repúdio ao “tratamento que o povo preto recebia nos EUA”. O gesto inspirou outros esportistas pretos a protestarem contra a brutalidade: “Eu não vou me levantar para mostrar orgulho à bandeira de um país que oprime pessoas negras e pessoas de cor. Para mim, isso é maior que o futebol [americano] e seria egoísta da minha parte enxergar de outra forma. Têm corpos nas ruas e pessoas se safando de assassinatos”, explicou o jogador na época.
Tradução: Imagem mostra os protestos em Nova Iorque, em 31 de maio de 2020.
  • NOTA SGBR: “A Nova Segregação: racismo e encarceramento em massa”, de Michelle Alexander, foi publicado originalmente em 2010, vendeu mais de 600 mil exemplares e permaneceu na lista de mais vendidos do The New York Times por mais de 150 semanas. O livro desafiou a noção de que o governo Obama representava o início de uma nova era pós-racial. ‘O sistema de castas raciais nos EUA não foi superado, foi meramente redesenhado‘, diz a autora. Na obra, ela analisa o sistema prisional dos Estados Unidos, o racismo estrutural nas sociedades ocidentais da atualidade e expõe que encarceramento em massa acontece como uma forma bem disfarçada de controle social de raça e funciona de maneira semelhante ao sistema ‘Jim Crow’ de segregação, que determinava que brancos e pretos não poderiam frequentar os mesmos espaços – escolas, teatros, banheiros, bebedouros, restaurantes etc. – a prática foi aplicada no Sul dos Estados Unidos até o ano de 1965.
Legenda: Assistam esse documentário.
  • NOTA SGBR: O documentário “LA 92”, do Discovery Channel, narra a revolta da população de Los Angeles após a absolvição de policiais brancos que haviam agredido violentamente um motorista negro acusado de dirigir em alta velocidade.

Você pode acompanhar todas as postagens diárias com o discurso de outros ativistas no Instagram oficial de Selena.

O Selena Gomez Brasil traduzirá diariamente os conteúdos publicados por cada influenciador.

Tradução e Adaptação: Equipe Selena Gomez Brasil

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