Postagem por: Rebeca Gois
15.06.2020

Há dez dias, Selena Gomez tem dado espaço em seu perfil no Instagram para que influenciadores e ativistas pretos possam informar e despertar seus seguidores para a importância da luta racial em todo o mundo.

Nesta segunda-feira, a décima influencer a assumir o perfil da cantora foi Brittany Packnett Cunnigham. Veja o post de apresentação da ativista:

“Conheça Brittany Packnett Cunnigham (@mspackyetti). Brittany é ativista, educadora e escritora. Você pode tê-la visto como moderadora do presidente Obama sobre injustiça racial. Ela foi membro da insurreição de Ferguson, a Força-Tarefa de Policiamento do Presidente Obama no século XXI, fez uma das dez palestras TED mais populares de 2019 sobre “Como construir sua confiança e despertá-la nos outros” e é colaboradora da NBC News e MSNBC. Ela foi ativista por toda a vida, professora da 3ª série, líder de políticas e administra organizações sem fins lucrativos. No momento, ela está terminando seu primeiro livro, “Somos Como Aqueles que Sonham”, uma coleção de ensaios e discursos pessoais de mulheres negras ao longo da história, que deve chegar às prateleiras em 2021. Hoje, ela está assumindo minha conta!”

No feed de Selena, a educadora aproveitou para postar um vídeo sobre o grande pastor evangélico e ativista político, Martin Luther King Jr, maior figura do movimento por direitos civis nos Estados Unidos, assassinado em 1968 durante um ataque racista poucas horas antes de mais uma de suas marchas contra discriminação. Assista ao vídeo:

No vídeo, Brittany contesta algumas atitudes atribuídas a Martin Luther King erroneamente com o intuito de inibir protestos pelos direitos civis, as famosas fake news, coisa que acontece muito por aqui também:

“Toda vez que protestos acontecem nesse país, nós vemos pessoas compartilharem de forma errada e mal representada o ativista de direitos humanos mais famoso do nosso país, Doutor Martin Luther King Jr. Essas histórias falsas são criadas para manter as pessoas em ordem – mesmo que o Dr. King não ligasse para ordem, ele ligava para justiça. Se olharmos com atenção para seus escritos, seus sermões e seu trabalho, veremos uma pessoa que pode nos ensinar muito nesse momento. Ele nos fala sobre a importância dos protestos e da coragem que é necessária para enfrentar o status quo.

Eu fiz esse vídeo com @MicNews e @KendallCiesemier alguns anos atrás, mas a lição é essa. Vamos #ReclaimMLK (reivindicar Martin Luther King) para que seu trabalho não seja usado contra o movimento que estã transformando o mundo para todos nós.

E vamos expandir nosso leque de heróis – incluindo mulheres, a comunidade queer e muito mais – para que possamos aprender as lições que todos precisamos para mudar nossos comportamentos e impactar uma mudança agora. Veja os stories para, talvez, aprender alguns novos nomes, ler novas palavras e assistir algumas biografias que podem nos inspirar a ser pessoas mais poderosas no aqui e agora. Movimentos se movem porque pessoas os movem. Vamos virar o arco da moralidade universal para a justiça.

— Brittany Packnett Cunningham (@mspackyetti)

Nos stories, Brittany continuou compartilhando informações e mais material para estudo, entre vídeos, leituras e biografias. Entenda com tradução:

TRADUÇÃO: “Nós sabemos, por experiências dolorosas, que a liberdade nunca é dada voluntariamente por opressores; ela precisa ser demandada pelos oprimidos”. | Martin Luther King Jr. nos ajuda a entender que protestos são necessários onde quer que injustiças aconteçam. Porque nós precisamos criar uma crise para que os poderosos respondam.

LEIA: A Letter from a Birmingham Jail

TRADUÇÃO: “A maneira de endireitar o que está errado é virando a luz da verdade para eles”. | Ida B. Wells-Barnett nos lembra a importância dos contadores de histórias. Sem ela para dizer a verdade sobre linchamentos, a América ignoraria sua existência. Nós devemos contar a verdade sobre o racismo estrutural em sua honra.

LEIA: This Awful Slaughter

TRADUÇÃO: “Quando um indivíduo está protestando pela recusa da sociedade em reconhecer sua dignidade como ser humano, seu próprio ato de protesto já lhe confere dignidade”. | O intelecto de Bayard Rustin era centralizado na construção de movimentos americanos antirracismo – mas ele é geralmente deixado de lado porque era gay. Nosso movimento deve incluir todos os povos oprimidos, caso contrário, nenhum de nós será livre.

ASSISTA: Brother Outsider: The Life of Bayard Rustin

TRADUÇÃO: “Quando eu ouso ser poderosa, usar minha força a serviço da minha visão, então meus medos se tornam cada vez menos importantes”. | Audre Lorde nos ajuda a centralizar nosso trabalho nos trilhos, a genialidade e sabedoria para mulheres e LGBTQs. Suas palavras nos chama a ser a nossa versão mais poderosa todas as vezes que tivermos a chance.
TRADUÇÃO: “Um indivíduo nunca tem seus direitos completamente até que todos tenham seus direitos”. | Marsha P. Johnson é uma arquiteta do movimento moderno LGBTQ e é uma figura muito necessária no movimento por Vidas Pretas Trans. Não existe Mês do Orgulho sem ela.

ASSISTA: The Life & Death of Marsha P. Johnson

TRADUÇÃO: Quanto mais profundo seu conhecimento, mais transformador é seu impacto. Arme-se de conhecimento e poderemos criar o novo normal juntos. Obrigada por me acompanharem nessa jornada. Seremos livres!

Você pode acompanhar todas as postagens diárias sobre o conteúdo e o discurso de outros ativistas no Instagram oficial de Selena.

O Selena Gomez Brasil estará diariamente traduzindo e publicando os conteúdos compartilhados por cada influenciador.

Tradução e Adaptação: Equipe Selena Gomez Brasil

Postagem por: Rebeca Gois
11.06.2020

Há quase uma semana, após o estouro de uma luta racial nos Estados Unidos, impulsionada pelo assassinato de George Floyd pela polícia de Minessota, Selena Gomez decidiu abrir seu Instagram para que influenciadores e ativistas pretos pudessem educar e informar seus seguidores em busca de uma formar futura geração justa e sem preconceitos.

Quem assumiu o Instagram da cantora nesta quinta-feira, 11/6, foi a ativista Nelini Stamp. Veja o post de apresentação que Selena publicou:

“Conheça Nelini Stamp (@nelstamp). Nelini é Diretora Estratégica do @workingfamilies – um partido multirracial de pessoas trabalhadoras se unindo através das diferenças pra fazer nossa nação funcionar para a maioria, não para poucos. Ela foi uma das muitas ativistas no ‘Occupy Wall Street’. O ponto central do trabalho de Nelini é uma ação transformadora nas ruas para obter vitória nos votos. Seu trabalho pode ser visto na revista Glamour e ela foi nomeada como ‘It Girl’ na @nylonmag de 2018. Nelini assume minha conta hoje!” 

Nelini utilizou o perfil de Selena para falar sobre a importância do voto consciente para a comunidade negra e compartilhou imagens das filas que se formaram na última terça-feira no intuito de reprimir o registro de votos de comunidades de cor, na Georgia.

Tradução: “As cenas feitas pelo The New York Times na terça-feira mostram as filas de espera para o registro dos votos na Georgia. É isso o que acontece quando os votos de comunidades de cor são ativamente reprimidas pelo governo dos Estados. Organizações como a @blackvotersmtr e @workingfamilies se responsabilizaram em garantir que este esforço de supressão falhe. Nós fazemos isso conversando com eleitores sobre os problemas e levando-os até as urnas de votação”.

  • NOTA SGBR: Os EUA estão testando o sistema de urnas eletrônicas para contabilizar os votos nas preliminares da eleição presidencial, que acontece em novembro deste ano. No entanto, as máquinas têm apresentado problemas ao receberem muitos votos, o que gera filas quilométricas durante o período de votação e desencoraja os eleitores a registrarem seus votos. Importante lembrar que, diferente do Brasil, o voto nos Estados Unidos não é obrigatório, vota quem quer. Porém a incapacidade de registrar muitos votos em um curto período de tempo nas urnas testadas representa um problema para as eleições no final do ano, que prometem ter um volume muito maior comparado a anos anteriores justamente por toda a onda de conscientização que tem atingido a população do país.

Nelini continuou usando o Instagram Stories para falar sobre o assunto. Confira as traduções abaixo:

TRADUÇÃO: Arrasta pra cima e leia histórias de pessoas como LaTosha Brown, que esperou três horas em uma fila para votar. Clique aqui para ler em inglês.
TRADUÇÃO: “JUNTE-SE À LUTA. PROTEJA O VOTO.” Esta é a organização @fairfightaction, criada pela @staceyabrams que está liderando o encargo contra a repressão dos votos na Georgia.
TRADUÇÃO: Eu também sou co-fundadora do @resistancerevivalchorus – um coletivo de mulheres e artistas não binários e ativistas que cantam músicas de protesto em um espírito de alegria e resistência. Clique aqui para assistir ao vídeo no IGTV.
TRADUÇÃO: Working Families é um partido político lutando pela maioria e não para poucos. Nós apoiamos candidatos que compartilham dos mesmo valores que nós para garantir que o governo foque em servir às necessidades de nossas comunidades. Como Diretora Estratégica, meu objetivo é focar nos lugares onde nossas comunidades mais precisam de nós.
TRADUÇÃO: Esse é o nosso novo hino, graças ao @getthisdance. Nós usamos o remix de sua música no nosso protesto “Corte o financiamento da polícia”, no último sábado, no Brooklyn. Eu fui uma das muitas organizadoras da passeata e desde então o vídeo viralizou. Assista aqui.
TRADUÇÃO: Leia a inigualável @nelstamp no The Guardian sobre esse movimento: “Eu nunca vi um levante multirracial na minha vida, como a que estamos vendo agora, e por toda ansiedade que eu sinto todas as manhãs sobre o que virá depois, eu tenho esperança”.
TRADUÇÃO: Este é um momento quando as pessoas precisam se movimentar pelo que é certo. Nós devemos nos juntar para curar nossa nação, para que ela seja centrada em equidade e justiça. Obrigada por ouvirem minha história e entrar nessa luta com a Working Families.

Você pode acompanhar todas as postagens diárias sobre o conteúdo e o discurso de outros ativistas no Instagram oficial de Selena.

O Selena Gomez Brasil estará diariamente traduzindo os conteúdos publicados por cada influenciador e publicando-os aqui no site.

Tradução e Adaptação: Equipe Selena Gomez Brasil

Postagem por: Rebeca Gois
09.06.2020

Como temos acompanhado nos últimos dias, Selena Gomez cedeu espaço em seu maior perfil nas redes sociais – o Instagram – para influenciadores e líderes da luta por justiça racial nos Estados Unidos. Com a ação, Selena abre mão de um pouco de seu privilégio em favor de uma causa que vai definir o futuro dessa geração.

A terceira influência a assumir o Instagram de Selena é a professora Kimberlé Crenshaw, ela é responsável pelo conteúdo deste domingo, 07/6. Veja sua apresentação:

“Conheça Kimberlé Crenshaw (@kimberlecrenshaw – sandylocks no Twitter). Você pode ter ouvido falar de “interseccionalidade”, “Teoria Crítica da Raça” e “#SayHerName“, mas não fazer ideia de onde isso veio. Kimberlé é co-fundadora do Fórum de Políticas Afro-Americanas (@aapolicyforum), hospeda pelo podcast @intersectionalitymatters, ensina direito na UCLA e na Columbia e modera a série semanal de conversas “Under The Blacklight”. Hoje ela estará assumindo meu Instagram!”

  • NOTA SGBR: “Interseccionalidade”, segundo Kimberlé, são “sistemas discriminatórios” (como racismo, patriarcado, opressão de classe, etc), que se sobrepõem ou se entrecruzam, criando ligações complexas que atingem especialmente mulheres marginalizadas. Assim, mulheres pretas e pobres, pretas e lésbicas, pretas e deficientes (por exemplo) seriam atingidas por opressões distintas porém interconectadas que as colocariam em situações de maior vulnerabilidade do que outras. Ela chama essa situação de “opressão interseccional”.
    Já a “Teoria Crítica da Raça”, é um novo ramo de estudos que apontam a raça como principal lente de análise da realidade – Kimberlé é uma das precursoras desse campo de estudos.

Em seu post principal na conta de Selena, a defensora dos direitos civis falou sobre a brutalidade policial contra a mulher preta e o início do movimento #SayHerName. Veja:

“Muito obrigada, Selena! Meu nome e Kimberlé Crenshaw (@kimberlecrenshaw).

Após as mortes de Eric Garner e Michael Brown pela polícia, em 2014, o Fórum de Políticas Afro-americanas se juntou a milhares de outras pessoas em protesto contra a brutalidade policial, marchando sob uma bandeira com os nomes de mulheres pretas assassinadas pela polícia.

Quando não ouvimos os nomes delas, começamos a clamar ‘Digam! Seus! Nomes!’. Foi assim que o nosso movimento #SayHerName começou. Ao trabalhar com famílias de mulheres que foram assassinadas, nós resistimos contando suas histórias.

Não podemos consertar um problema que não podemos ver. Junte-se a nós nessa luta. Clique aqui.” 

Veja e entenda as imagens e links compartilhados por Kimberlé no Instagram Stories.

Tradução: aprenda sobre interseccionalidade e racismo estrutural com alguns dos líderes pensadores do mundo em meu podcast.
Tradução: Apoie nossa peça ‘#DigaONomeDela: Histórias que deveriam ter acontecido’; Inspirada em histórias do movimento #SayHerName;
Tradução: Visualizando o racismo estrutural. Oportunidade igual é um mito. Assista ao vídeo (clique aqui).
  • NOTA SGBR: Racismo estrutural é um termo usado para revelar a prática que existem sociedades com base na discriminação que privilegia algumas raças e causa desvantagens a outras. No Brasil, nos outros países americanos e nos europeus, essa distinção favorece pessoas brancas e desfavorece pretos e indígenas, por exemplo. Um alerta do racismo estrutural no Brasil é o fato de a população preta representar mais da metade da população do país (54%) e a maioria dos políticos no Congresso (96%) serem brancos, ou atores e atrizes em novelas com o estereótipo branco-europeu.
Tradução: Assista ao meu TED Talk ‘A Urgência da Interseccionalidade’. (clique aqui)
Tradução: Breonna foi assassinada. Os policiais que a mataram continuam recebendo salário. #JusticeForBreonnaTaylor. Ajude assinando essa petição.
Tradução: Todas essas mulheres pretas foram assassinadas pela polícia no Texas. Suas vidas importavam. Pensando no por quê vocês não conhecem suas histórias. Saiba mais aqui.
Tradução: A conversa continua nesta quinta, com Kerry Washington. Assista ‘American Son’ na Netflix.

Você pode acompanhar todas as postagens diárias com o discurso de outros ativistas no Instagram oficial de Selena.

O Selena Gomez Brasil traduzirá diariamente os conteúdos publicados por cada influenciador.

Tradução e Adaptação: Equipe Selena Gomez Brasil

Postagem por: Rebeca Gois
08.06.2020

Selena Gomez abriu sua maior plataforma para influenciadores pretos educarem e informarem seus seguidores sobre os acontecimentos relacionados ao “Black Lives Matter” e a luta racial nos Estados Unidos.

Jelani Cobb, professor e jornalista do “New Yorker”, é o segundo influenciador a ser responsável pelo conteúdo no perfil da cantora. Veja o post de apresentação do professor neste sábado, 06/6:

“Conheçam Jelani Cobb (@jelani1906). Ele é um jornalista no “New Yorker”, professor na Columbia University e historiador. Jelani escreveu diversos livros incluindo ‘A Substância da Esperança: Barack Obama e o Paradoxo do Progresso’, e ‘To The Break of Dawn’, que é sobre a origem da cultura do hip hop. Ele escreve e ensina sobre a história das raças nos Estados Unidos e as formas como isso continua impactando não apenas pessoas pretas, mas todas as mais de 328 milhões de pessoas que compartilham esse país. Jelani tomará conta do meu Instagram hoje.”

O post principal de Jelani no Instagram de Selena foi um trecho do filme “A 13ª Emenda”, da Netflix,  que fala sobre a criminalização da população preta dos Estados Unidos e o sistema carcerário.

Nós insistimos em perguntar: ‘Como chegamos a este ponto?’. A resposta é que estamos neste ponto desde o princípio.

A morte de George Floyd é parte de uma longa história que conecta a escravidão ao nosso sistema atual de prisões em massa. Na América do Sul, lugares como a Parchman Farm começaram como plantações escravas e depois se tornaram prisões quando o escravismo acabou.

A violência racial tem sido um tema comum em nossa história e foi usada para manter pessoas pretas em posição de subordinação. Assim como a morte de George Floyd abriu os olhos do povo em 2020, o linchamento de Emmett Till, de apenas 15 anos, também o fez em 1955.⠀⠀

Estou postando um trecho do filme “A 13ª Emenda”, que discute essa história em detalhes, e uma sugestão de leitura: “The New Jim Crow”, de Michelle Alexander. Se vamos mudar algo neste ciclo terrível, precisamos começar reconhecendo o quão profundas são essas raízes.

Veja e entenda as imagens que Jelani compartilhou no Instagram Stories:

Tradução: Chain Gang, 1903.
  • NOTA SGBR: ‘Chain Gang’ era uma forma de punição a prisioneiros nos Estados Unidos, na qual um grupo de presos eram acorrentados juntos e desafiados a realizar trabalhos físicos pesados como construir estradas, reparar prédios e limpar ruas. A prática foi mantida no país até meados de 1990. 
Tradução: Fotografia de pessoas procurando restos de seus pertences nos destroços após o Distúrdio Racial de Tulsa, em Tulsa, Oklahoma, 1921.
  • NOTA SGBR: O Massacre de Tulsa ocorreu em 31 de maio e 1º de junho de 1921, quando multidões de moradores brancos atacaram negros e suas residências e comércios no distrito de Greenwood, em Tulsa, Oklahoma. Foi chamado de “o pior incidente de violência racial da história norte americana”. O ataque, realizado em solo e a partir de aviões particulares, destruiu mais de 35 quarteirões do distrito – na época a comunidade negra mais rica dos Estados Unidos, conhecida como “Black Wall Street”. Estima-se que entre 100 e 300 pessoas foram mortas no ataque.
Tradução: Trabalhadores da Parchman Farm, 1930.
  • NOTA SGBR: A prisão Parchman Farm, no Mississipi, foi construída em 1901 e é conhecida até hoje como uma das penitenciárias mais cruéis dos Estados Unidos. Os ‘Trabalhadores da Parchman’ eram presos que basicamente eram escravizados novamente: obrigados a fazer um trabalho pesado por horas, sem pagamento e alimentação precária.
Tradução: Protestantes do lado de fora da Casa Branca, no dia 24 de outubro de 1955, protestando contra o linchamento do [adolescente de 15 anos] Emmett Till.
Tradução: Kaepernick de joelhos em 2016.
  • NOTA SGBR: Colin Kaepernick, quarterback do San Francisco 49ers, que na pré-temporada de 2016 se recusou a levantar durante a execução do hino nacional em repúdio ao “tratamento que o povo preto recebia nos EUA”. O gesto inspirou outros esportistas pretos a protestarem contra a brutalidade: “Eu não vou me levantar para mostrar orgulho à bandeira de um país que oprime pessoas negras e pessoas de cor. Para mim, isso é maior que o futebol [americano] e seria egoísta da minha parte enxergar de outra forma. Têm corpos nas ruas e pessoas se safando de assassinatos”, explicou o jogador na época.
Tradução: Imagem mostra os protestos em Nova Iorque, em 31 de maio de 2020.
  • NOTA SGBR: “A Nova Segregação: racismo e encarceramento em massa”, de Michelle Alexander, foi publicado originalmente em 2010, vendeu mais de 600 mil exemplares e permaneceu na lista de mais vendidos do The New York Times por mais de 150 semanas. O livro desafiou a noção de que o governo Obama representava o início de uma nova era pós-racial. ‘O sistema de castas raciais nos EUA não foi superado, foi meramente redesenhado‘, diz a autora. Na obra, ela analisa o sistema prisional dos Estados Unidos, o racismo estrutural nas sociedades ocidentais da atualidade e expõe que encarceramento em massa acontece como uma forma bem disfarçada de controle social de raça e funciona de maneira semelhante ao sistema ‘Jim Crow’ de segregação, que determinava que brancos e pretos não poderiam frequentar os mesmos espaços – escolas, teatros, banheiros, bebedouros, restaurantes etc. – a prática foi aplicada no Sul dos Estados Unidos até o ano de 1965.
Legenda: Assistam esse documentário.
  • NOTA SGBR: O documentário “LA 92”, do Discovery Channel, narra a revolta da população de Los Angeles após a absolvição de policiais brancos que haviam agredido violentamente um motorista negro acusado de dirigir em alta velocidade.

Você pode acompanhar todas as postagens diárias com o discurso de outros ativistas no Instagram oficial de Selena.

O Selena Gomez Brasil traduzirá diariamente os conteúdos publicados por cada influenciador.

Tradução e Adaptação: Equipe Selena Gomez Brasil

Postagem por: Julia Brum
08.06.2020

Com os acontecimentos recentes relacionados ao “Black Lives Matter” e a luta racial nos Estados Unidos, Selena Gomez abriu sua maior plataforma para influenciadores pretos educarem e informarem seus seguidores, em busca de uma futura geração justa e sem preconceitos.

A primeira pessoa convidada por Selena para assumir seu Instagram é a ativista Alicia Garza, co-criadora do movimento ativista “Black Lives Matter”. Confira a postagem apresentação de Alicia:

“Por favor, conheçam Alicia Garza (@chasinggarza). Ela é a co-criadora do “Black Lives Matter”, ela comanda o @BlackFuturesLab, para manter a comunidades preta poderosa, tem seu próprio podcast, o @ladydonttakenopod, e é uma força diária de mudanças. Alicia irá assumir minha conta hoje.”

  • NOTA SGBR: O que é o Black Futures Lab? Black Futures Lab é uma organização social e politica que tem como objetivo dar poder a pessoas pretas, engajando-as a votar e utilizando o poder político para modificar problemas sociais na América, combinando tecnologia e métodos tradicionais já utilizados por organizações ativistas para alcançar o máximo de pessoas pretas possíveis. Você pode conhecer mais sobre a organização e sua iniciativa através do site oficial deles, clicando aqui.

Confira a postagem de Alicia na conta principal de Selena:

“Olá, meu nome é Alicia Garza (@chasinggarza)!

Eu sou uma das co-criadoras do @blklivesmatter e comando o @blackfutureslab onde nos trabalhamos para tornar a comunidade preta poderosa na política. Tirei um momento aqui para falar o que está acontecendo, o porque as pessoas estão protestando e fornecendo maneiras de como você pode participar. Obrigada Selena por nos dar esta plataforma! E obrigada a todos que estão nos escutando. Dê uma olhada nos meus Stories para informação e saber como se envolver neste momento e depois. Falo com todos vocês em breve.”

No vídeo, Alicia agradeceu Selena pelo apoio e falou sobre como pessoas pretas estão sendo assassinadas pela policia. A ativista conversou sobre como o problema acontece há décadas e que as pessoas estarem protestando neste momento é um reflexo de como estão cansadas de todos esses ataques. Ao falar de sua organização, Alicia conversou sobre como é importante, em momentos difíceis como este, se organizar e planejar as mudanças que queremos em nossa sociedade. A influenciadora finalizou o vídeo dizendo que seu principal foco no “Selena Takeover” era repassar informações e contas que pudessem auxiliar a que atitudes podem ser tomadas e como dar suporte ao “Black Lives Matter”: “Nós temos muito o que fazer, mas eu sei que se nós ficarmos juntos e elevarmos nossas vozes ao mesmo tempo, nós podemos mudar algo.” – Alicia Garza

Confira as postagens de Alicia no Intagram Stories:

TRADUÇÃO: Leia este artigo para saber o que você pode fazer neste momento e continuar fazendo depois.
TRADUÇÃO: “Nos ajude alcançar políticos e manter a comunidade preta poderosa.”
TRADUÇÃO: Você pode mudar isto. Se envolva direito agora mesmo se registrando para votar e VOTE!
TRADUÇÃO: Da política para os protestos, de lares a assistência médica, todos nós merecemos mais. Quando nos organizamos e temos um plano, nós realmente podemos mudar as coisas que não gostamos neste país.
TRADUÇÃO: Entre no link para saber mais e dar suporte a estre trabalho doando o que puder.
TRADUÇÃO: Siga esta organização para se envolver em trabalhos que dá suporte a luta pela justiça racial.
TRADUÇÃO: Obrigada Selena Gomez por me ceder seu Instagram hoje.

Você pode acompanhar todas as postagens diárias sobre o conteúdo e o discurso de outros ativistas no Instagram oficial de Selena.

O Selena Gomez Brasil traduzirá diariamente os conteúdos publicados por cada influenciador.

Tradução e Adaptação: Equipe Selena Gomez Brasil

Postagem por: Julia Brum
08.06.2020

Após a morte de George Floyd, um homem preto que foi assassinado por um policial branco nos Estados Unidos, ocorreu uma série de manifestações e protestos contra a supremacia branca e brutalidade policial no país, todas através do movimento ativista “Black Lives Matter“.

Selena Gomez se pronunciou sobre o assunto através de seu Instagram, dizendo que resolveu abrir sua plataforma e dar espaço para que ativistas e porta-vozes na comunidade preta pudessem falar e debater sobre o racismo estrutural e os acontecimentos recentes nos Estados Unidos:

“Tenho analisado para saber as coisas certas a se dizer sobre este importante momento histórico. Depois de pensar na melhor maneira de usar minhas mídias sociais, decidi que precisamos ouvir mais vozes pretas. Nos próximos dias, estarei dando espaço para líderes influentes e darei a eles a chance de assumir meu Instagram, para que eles possam falar diretamente com todos nós. Temos a obrigação de fazer melhor, e podemos começar ouvindo com o coração e a mente aberta. “

Com o objetivo de informar e educar todos os nos seguem, o Selena Gomez Brasil estará diariamente traduzindo e explicando os significados dos conteúdos e discursos dos influenciadores e ativistas pretos que comandarem o Instagram de Selena.

Tradução e adaptação: Selena Gomez Brasil

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