Postagem por: Rebeca Gois
13.12.2018

Há mais de dois meses, às vésperas do lançamento do hit latino “Taki Taki”, Selena Gomez anunciou em seu perfil no Instagram que suspenderia, mais uma vez, sua atividade nas redes sociais. A surpresa, que abalou os fãs, logo se tornou em algo ainda mais preocupante: pouco mais de uma semana após o anúncio, diversas fontes confirmaram a internação da cantora em uma clínica de reabilitação após a mesma sofrer um colapso emocional em um hospital.

 

Mas… O que está acontecendo?

A #ColunaSGBR desta semana explic, com base em uma matéria publicada pela Women’s Health Magazine e em conversas com doutores especialistas no assunto.

 

Como tudo começou?

Em 2013, Gomez foi diagnosticada como portadora de Lúpus, uma doença autoimune (que leva o sistema responsável pela defesa do corpo contra doenças a atacar seus próprios órgãos e células) e que ainda não tem cura.

Iniciou-se uma batalha contra a doença que dura até hoje e obrigou a artista multitalentosa a se submeter a um transplante renal e tratamentos ostensivos para que não ocorresse a rejeição do corpo ao novo órgão.

 

+ Clique aqui e entenda tudo sobre o Lúpus em nossa entrevista com a doutora Jussara Kochen.

 

Como informamos anteriormente, no final do mês de setembro de 2018, Selena passou por um exame de rotina pra contagem dos glóbulos brancos em seu sangue e o resultado não foi nada animador: a contagem baixíssima dessas células preocupou tanto os médicos quanto a cantora, que foi internada por precaução.

Alguns dias depois, o exame foi repetido e a situação continuava a mesma, o que levou Selena Gomez ao desespero.

 

Você sabe o que significa ter uma contagem baixa de glóbulos brancos no sangue?

Os glóbulos brancos (leucócitos) são uma parte importante do sistema imunológico. Para defender adequadamente o corpo, um número suficiente de glóbulos brancos deve receber uma mensagem de que um organismo infeccioso ou uma substância estranha invadiu o corpo, chegar onde são necessários e, em seguida, eliminar e digerir o organismo ou a substância nociva. Em uma situação normal, as pessoas produzem cerca de 100 bilhões de glóbulos brancos por dia, sendo que, normalmente, a contagem total de leucócitos deve variar entre 4 mil e 11 mil células por microlitro. Uma quantidade inferior ou superior a essas significa que algo errado está acontecendo.

De acordo com as informações da WHM, os tratamentos para o Lúpus geralmente são baseados em anular a resposta do sistema imunológico (assim como tratamentos para transplante renal). Ambos os fatores podem resultar em uma contagem baixa de glóbulos brancos.

Alguém com baixa contagem dessas células fica mais sensível a adquirir infecções frequentes e sofrer de fadiga, enxaquecas, tonturas ou hemorragias. E isso pode, com certeza ser um gatilho para a saúde mental.

Como há um risco maior de infecções tendo uma baixa contagem de leucócitos, os pacientes podem ter que fazer mudanças extremas no estilo de vida. “Quando alguém com lúpus têm uma baixa contagem de glóbulos brancos, isso geralmente leva os médicos a recomendarem uma exposição limitada a potenciais patógenos ambientais”, diz o doutor Sean Fischer, oncologista e hematologista do Centro Médico Providence Saint John’s, em Santa Mônica, Califórnia. Isso poderia incluir ficar em casa e evitar lugares públicos e multidões. “É comum recomendar que os pacientes sejam mantidos isolados”, acrescenta o médico.

 

Além disso, o lúpus pode causar ansiedade, mesmo quando o paciente não está lidando com o número baixo de glóbulos brancos no sangue. De acordo com os doutores entrevistados pela WHM, o lúpus e seus efeitos colaterais “têm um impacto sobre o senso de autoconhecimento de alguém […] isso pode abalar sua confiança e fazer você se sentir como se não tivesse controle”.

 

Mas por que ela está em uma clínica de reabilitação?

O tratamento para uma baixa contagem de células brancas, depende da causa desse distúrbio, como podem existir duas causas para o problema de Selena Gomez (lúpus e transplante renal), supomos que a cantora, provavelmente, continua recebendo os mesmos tratamentos aos quais se submete desde a descoberta da doença e recuperação da cirurgia, mas não existem informações confiáveis sobre esta parte do tratamento.

Porém, além do baixíssimo número de células brancas, Selena se encontra na delicada situação emocional explicada no tópico anterior. E, por isso, está em uma clínica passando por um tipo de psicoterapia, chamada DBT, que é normalmente utilizada para ajudar pessoas com o transtorno de personalidade, borderline, mas que também pode ajudar a tratar outros problemas de saúde mental, como depressão, transtorno de estresse pós-traumático, abuso de substâncias, entre outros.

Em teoria, a DBT ajuda as pessoas a desenvolver e aprender novas habilidades para que elas possam lutar contra impulsos de comportamentos autodestrutivos, ajuda a lidar com emoções dolorosas e a diminuir conflitos que possam ter em seus relacionamentos. Além disso, a terapia tem sido aplicada para ajudar as pessoas a ‘tolerar’ o estresse, o que, neste caso, poderia acontecer ao mesmo tempo em que os problemas de saúde.

 

E por que ela ainda não saiu?

Alguns dias atrás descobrimos que o tratamento ao qual Selena está sendo submetida não é como os que a pessoa se interna por 30, 60 ou 90 dias e, somente após esse período o paciente recebe alta.

Uma fonte próxima à cantora revelou à US Weekly, que este tipo de tratamento possibilita que o paciente escolha quando receber alta. Assim, Selena poderá sair da clínica a qualquer momento, quando estiver se sentindo mais preparada para os desafios de sua nova rotina.

 

 

Para conferir outras matérias publicadas na Coluna SGBRacesse.

 

Texto, informações e adaptações por: Rebeca Gois e Equipe Selena Gomez Brasil.

 

Postagem por: Rebeca Gois
16.05.2018

Já fazem alguns anos que os problemas de saúde de Selena Gomez se tornam assuntos de interesse geral. Sua luta contra o Lúpus, uma doença autoimune, é acompanhada por seus fãs há mais de cinco anos. Durante este tempo, a cantora se viu obrigada a cancelar shows e toda sua agenda em decorrência de problemas com a doença. Até que em 2017, a notícia de que a atriz foi submetida a um transplante renal às pressas tomou conta da internet, se tornando um dos assuntos mais comentados de 2017.

UMA LINHA DO TEMPO

Veja, em ordem cronológica, as vezes em que o Lúpus afetou a carreira de Selena Gomez:

DEZEMBRO DE 2013

Selena Gomez interrompeu sua primeira turnê solo, a Stars Dance tour, alegando necessidade de tempo para lidar com problemas pessoais e para ter um tempo para sua família.

À época, além de estar trabalhando sem interrupções durante seis anos, Selena também enfrentava mais um término em sua relação com o cantor Justin Bieber.

A cantora, que sempre foi muito ativa e fiel aos seus compromissos de carreira, vinha de uma série de performances televisivas do hit Come & Get It, e fazia shows pela América do Norte e Europa desde o mês de agosto.

OUTUBRO DE 2015

Após o lançamento de seu segundo álbum de estúdio (e primeiro com sua nova gravadora, a Interscope), “Revival“, Selena Gomez revelou em entrevista à Billboard que o verdadeiro motivo da interrupção dos shows em 2013 havia sido a descoberta de uma doença: o Lúpus.

AGOSTO DE 2016

Mais um cancelamento de tour. Selena foi internada devido aos problemas com a doença, sendo forçada a finalizar sua Revival Tour com ainda mais de 20 shows restantes.

A cantora ficou internada durante três meses, cancelando toda sua agenda até novembro do mesmo ano, quando compareceu ao American Music Awards para receber o prêmio de Artista Feminina Favorita.

SETEMBRO DE 2017

Após algum tempo de postagens frias (nada de cunho pessoal), no mês de setembro, Selena revelou, em uma publicação que havia se submetido à uma cirurgia de transplante de rim em caráter de urgência, pois o quadro de sua doença tinha se agravado, afetando seus rins.

A notícia gerou grande comoção entre fãs e famosos, que expressaram seus desejos de melhoras à cantora:

LADY GAGA

CAMILA CABELLO

COLTON HAYNES

Mas o que é o Lúpus?

Para entender melhor sobre a doença que afeta Selena Gomez e mais de 5 milhões de pessoas ao redor do mundo, o Selena Gomez Brasil conversou com a doutora Jussara Kochen, Meste e Doutora em Reumatologia pela FMUSP há mais de 18 anos.

Selena Gomez Brasil: Olá, doutora. Tudo bem? Tendo em vista todos estes fatos sobre a condição clínica da Selena, nós, como fãs e fonte de informações sobre a cantora e atriz, nos sentimos na obrigação de tentar esclarecer, ou pelo menos dar uma luz a tantos jovens que acompanham nosso trabalho e também o da Selena, sobre este assunto.
Muitas dúvidas pairam, ainda sobre nossas cabeças quando o assunto é Lúpus, pois se trata de uma doença complicada, né.
Então, para começar “do começo”, a senhora poderia nos explicar o que é uma doença autoimune e como ela afeta o corpo da pessoa?
Doutora Jussara Kochen: Olá, SGBR. A doença autoimune nada mais é do que a alteração do sistema imunológico do indivíduo, o qual é responsável pelas defesas do organismo contra a invasão de elementos nocivos como bactérias, parasitas, vírus. Este sistema também é responsável pelo controle de células que tenham potencial de transformação maligna. Nas doenças autoimunes os indivíduos apresentam um desequilíbrio deste sistema de tal modo que as células responsáveis por sua defesa, os anticorpos, passam a agredir seus próprios tecidos ocasionando uma forte inflamação podendo levar à destruição de um tecido ou algum órgão do corpo humano.

SGBR: E quais os primeiros sinais que a pessoa pode apresentar no início da manifestação do Lúpus?

JK: O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) apresenta uma ampla variedade de manifestações clínicas e laboratoriais e nem sempre se iniciam da mesma maneira. De um modo geral as pessoas podem abrir o quadro clínico com dores e inchaço nas juntas do corpo, febre, emagrecimento, queda de cabelo, feridas na boca ou no nariz, vermelhidão no rosto e no V do decote principalmente se o paciente se expõe ao sol. Alterações laboratoriais podem iniciar com anemia, baixa contagem de leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas, (células envolvidas na coagulação do sangue), alterações ao exame de urina (nefrite) e outras inflamações que refletem o descontrole do sistema imune acima referido.

Pausa rápida para informação técnica (a entrevista continua logo depois):

O Lúpus Eritematoso Sistêmico é diagnosticado de acordo com critérios clínicos e imunológicos, sendo que o paciente precisa se submeter a uma série de consultas e exames até o diagnóstico completo.

Os Critérios clínicos: 1. Lúpus cutâneo agudo 2. Lúpus cutâneo crônico 3. Úlceras orais 4. Alopécia não cicatrizante 5. Sinovite 6. Serosite 7. Lesão renal 8. Sinais e sintomas neurológicos 9. Anemia hemolítica 10. Leucopenia ou Linfopenia11. Trombocitopenia

Os Critérios imunológicos: 1. Valores de anticorpos anti-nuclear (ANAs) acima dos limites de referência laboratoriais 2. Valor de anticorpos anti-DNA de cadeia dupla (anti-dsDNA) acima dos limites de referência laboratoriais 3. Anticorpos anti-Sm positivo 4. Anticorpo anti-fosfolípidos positivo 5. Fatores do complemento diminuídos 6. Teste de Coombs direto.

Para a classificação do LES deverão estar presentes pelo menos 4 critérios clínicos e imunológicos (pelo menos 1 critério tem de ser clínico e 1 imunológico) ou a nefrite lúpica deverá ser confirmada por biópsia na presença de ANAs ou anti-dsDNA.

Atenção: Se você suspeita que é portador da doença, converse com o seu médico.

SGBR: Outra questão que gostaríamos de entender é: Lúpus tem característica genética?
JK: Sim existem evidências científicas que mostram o envolvimento genético no seu aparecimento. Familiares de pacientes com Lupus podem apresentar algumas alterações imunológicas aos exames laboratoriais embora não necessariamente desenvolvam a doença. Em alguns casos, porém o lúpus ou outras doenças autoimunes manifestam-se em uma mesma família. Também é reconhecido um potencial de gravidade maior em indivíduos negros.

SGBR: Sobre os medicamentos/tratamentos que combatem o Lúpus, apenas eles são suficientes para controlar a doença?
JK: Não. Embora os medicamentos utilizados no controle da doença sejam de fundamental importância, existe a necessidade indispensável pelo paciente em adquirir estilos e hábitos de vida mais saudáveis tais como: Evitar bebidas alcoólicas, não fumar, praticar atividade física e ter uma alimentação saudável.

SGBR: A pessoa portadora de Lúpus precisará se submeter à um tratamento para sempre?
JK: Sim. Na grande maioria dos casos será necessário um controle permanente da doença com medicamentos que mantém o sistema imune “adormecido”. O Lupus é uma enfermidade que possui vários graus de comprometimento e gravidade. Desde casos leves que necessitam de medicamentos menos agressivos até casos mais graves que exige uma imunossupressão contínua.

SGBR: Falhas no cabelo, ganho e perda de peso constantes e hematomas são efeitos colaterais da doença ou dos medicamentos?
JK: A alopécia (queda de cabelo) e o hematoma podem fazer parte do quadro clínico. Já o ganho de peso, e, novamente, o hematoma podem ser consequências do esquema terapêutico utilizado para o controle da doença.

SGBR: Uma pessoa com a doença em período de remissão, ou seja, em um período de inatividade da doença, e sem o uso de medicamentos corticoides (anti-inflamatórios fortes) poderia tomar a vacinas como a da febre amarela por exemplo?
JK: NÃO. Nenhum paciente com doença auto-imune fazendo uso ou não de medicamentos imunossupressores pode tomar a vacina para a febre amarela uma vez que a mesma é constituída por vírus vivos atenuados. Neste caso os pacientes podem desenvolver uma forma grave da febre amarela. As vacinas contra H1N1 e pneumonia DEVEM fazer uso anual.

SGBR: O que acontece para o Lúpus causar problemas emocionais no paciente, como depressão, estresse e ataques de pânico?
JK: Estes sintomas têm de ser analisados de forma individualizada. Existe o impacto emocional associado à própria doença e seus tratamentos, como o ganho de peso, o aparecimento de acnes e estrias, assim como a própria rotina do tratamento com realização de exames e idas constantes ao especialista . Existem também quadros mais graves, porém mais raros de manifestação da doença em Sistema Nervoso Central que ocasionam alterações de comportamento, transtornos de humor e depressão.

SGBR: Doutora, a Selena é uma mulher jovem e que gosta de curtir a vida, como qualquer outra pessoa de sua idade. A senhora diria que beber e fumar fazem mal durante o tratamento do lúpus e deve ser evitado, ou é algo “normal”?b

JK: Sim. Faz muito mal. Tanto o fumo quanto o álcool. Primeiro porque a nicotina produz um efeito muito lesivo à circulação e se o indivíduo possui algum órgão do corpo inflamado o cigarro irá amplificar e perpetuar a lesão. Da mesma forma o álcool principalmente se o paciente está em uso de algum medicamento imunossupressor com potencial para produzir toxicidade ao fígado.

SGBR: No ano de 2017, Selena Gomez foi submetida à um transplante de rim de urgência. O que leva a doença à um patamar tão grave? A falha deste e de outros órgãos é comum?
JK: A gravidade da doença renal associada ao Lupus está particularmente relacionada ao patrimônio imuno-genético da paciente, e à sua capacidade de resposta terapêutica aos medicamentos imunossupressores que controlam a nefrite lúpica. Como anteriormente referido o lupus possui graduações na manifestação e atividade inflamatória auto-imune. Costumamos dizer de maneira informal que existe o “lúpus, o lupinho e o lupão” conforme a intensidade da doença renal, do sistema nervoso central, do coração, do pulmão e suas membranas que os recobrem como a pleura e o pericárdio.

SGBR: Neste caso, o transplante é uma solução ou apenas um paliativo (atenuante temporário)?
JK: O transplante Renal é utilizado para os pacientes com grave doença renal e que tiveram várias recaídas e resposta pouco efetiva ao tratamento por medicamentos. Muitos destes pacientes se encaminham para a diálise, porém o recurso final para salvar a função do rim é o transplante. O sucesso do procedimento mais uma vez irá depender de fatores próprios da imunidade do indivíduo e se possui outras doenças associadas como diabetes, hipertensão arterial ou elevação nas taxas de colesterol.

SGBR: Qual é a vida útil de um rim transplantado? É possível realizar uma segunda cirurgia quando este “prazo” terminar?
JK: Mais uma vez o sucesso do rim transplantado vai depender da intensidade da atividade inflamatória do lúpus e sua resposta aos medicamentos que controlam a rejeição ao transplante e à própria doença. Os estudos relatam em torno de 8% na falha do transplante renal pela doença lúpica.

Existem alguns fatores de risco para a perda do transplante renal tais como etnia afro descendentes, gênero feminino, idades menores que 33 anos. Nestes casos a nefrite lúpica recorrente e a rejeição renal crônica foram os principais responsáveis pela perda do transplante. Alguns estudos mostram ainda que o sucesso na sobrevida do transplante estaria associado a um curto período de diálise pré-transplante. Um segundo transplante é muito raro e mais arriscado.

SGBR: Em algum momento da vida, mesmo após o período de adaptação, o corpo da pessoa pode começar a rejeitar o órgão doado?
JK: Potencialmente, sim, como referido anteriormente e dependendo das condições clínicas do paciente.

SGBR: Qual fator dificulta a procura por respostas eficientes e, talvez, menos agressivas ao corpo humano contra o Lúpus? A cura é uma possibilidade, mesmo que distante?
JK: O lúpus é uma doença com um mecanismo muito complexo e com várias vias de desencadeamento da inflamação auto-imune. Os medicamentos costumam agir em algumas vias mais importantes, mas não contemplam toda a abrangência do fenômeno inflamatório. Por isto muitas vezes são necessários vários medicamentos associados para o controle da doença. Os estudos científicos encaminham-se para um futuro onde se possa realizar um mapeamento imuno-genético individualizado e desta forma possa otimizar os tratamentos uma vez que estes nem sempre funcionam da mesma maneira para todos os pacientes com lúpus.

SGBR: Tenho só mais uma pergunta, na verdade, é uma pergunta que foi feita várias vezes pelos fãs, mas eu não achei espaço para ela na entrevista, mas gostaria de responder ainda assim. A Selena é uma moça jovem que tem toda a vida pela frente ainda, muitas coisas para descobrir e vivenciar. Nós gostaríamos de saber se a senhora acha/sabe se a gravidez, no caso dela, é uma possibilidade, se apresentaria mais riscos para ela e para o bebê?
JK: É realmente uma questão muito relevante considerando que o Lúpus é muito frequente em mulheres jovens e em idade fértil, e esta é uma preocupação muito presente nestas pacientes. Não existe contraindicação à gestação. No entanto orientamos para que esta ocorra em um momento em que a doença esteja muito bem controlada, isto é, paciente sem sintomas e com os exames laboratoriais mostrando pouca ou nenhuma atividade inflamatória. É uma decisão que tem que ser tomada em conjunto com o médico e estar ciente de possíveis riscos, uma vez que o Lúpus pode se ativar durante a gestação e no pós-parto. Muitas pacientes tornam-se mães na vigência da doença mas têm sempre que ser acompanhadas em conjunto com o reumatologista e com obstetra que, de preferência, atenda gravidez de risco.

SGBR: Obrigada, doutora! Com certeza, ser tão jovem e conviver com uma doença tão agressiva e limitadora não é tarefa fácil e esperamos que, tanto a Selena, quanto outros portadores da doença, tenham força e sabedoria para suportar todas as tempestades que vierem em suas vidas.

Esperamos que este especial tenha esclarecido as principais dúvidas com relação ao quadro clínico da Selena e sobre os cuidados que uma pessoa portadora da doença precisa ter.

A Dra. Jussara de Almeida Lima Kochen é Mestre e Doutora em Reumatologia pela FMUSP e especialista em Reumatologia pela Sociedade Brasileira de Reumatologia. Conheça mais sobre seu trabalho em: www.drajussarakochen.com!

Para conferir outras matérias publicadas na Coluna SGBR, acesse.

Texto, informações e entrevista por: Rebeca Gois e Equipe Selena Gomez Brasil.

Postagem por: Lívia Bastos
22.02.2018

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O programa de TV americano Entertaiment Tonight publicou no site deles uma matéria informando sobre uma entrevista que Francia Raisa, grande amiga de Selena que a doou um rim, concedeu contando mais sobre o transplante e de quando ele foi feito. Confira abaixo:

Francia Raisa considera Selena Gomez sua família depois de doar um rim para sua amiga de longa data.

A atriz de 29 anos de idade se abriu sobre as dificuldades que enfrentou após a cirurgia. Ela e a cantora de “Fetish” se operaram em junho.

“É mais difícil como doadora porque estamos perdendo algo que nosso corpo não precisava perder, então tentando se recuperar disso e ela está ganhando algo que seu corpo precisava”, disse Raisa à Harry Connick Jr. (via Just Jared) durante uma aparição em seu programa de conversação diurna, Harry, exibido segunda-feira, 19 de fevereiro. “Então ela está bem e imediatamente eu tive dificuldade.”

Raisa e Gomez revelaram sua cirurgia em setembro e falaram sobre o procedimento com Savannah Guthrie um mês depois. Desde então, as duas estrelas tem compartilhado individualmente detalhes adicionais sobre sua recuperação e experiência.

“Eu basicamente tenho quatro cicatrizes”, Raisa disse a Connick Jr. “Foi laparoscópico. Não sei como você cuida de uma criança depois. É uma loucura. Não consegui me levantar sem que alguém me ajudasse. Isso foi muito humilhante. Eu nao conseguia tomar banho sozinha. Eu precisava que alguém me ajudasse porque não conseguia me mover.”

“Eu sou uma pessoa muito, muito ativa, então o fato de o meu médico ter dito que eu não poderia me mover por dois meses, eu não podia fazer nada brusco. Tudo o que eu podia fazer era andar. Isso foi muito difícil pra mim, e eu tenho um cachorro. E todos os dias o que eu esperava era beber meu café e andar, e eu não conseguia fazer isso. Foi realmente muito difícil”, contou ela.
Enquanto isso, a estrela de Beyond Paradise também revelou que Gomez “se sentiu mal” por ela doar seu orgão, embora o procedimento fortalecesse seu relacionamento.

“Nossa cirurgia foi em junho, nossos fãs não descobriram isso até setembro. Nós queríamos essa privacidade. Foi uma grande cirurgia. Ela se sentiu mal por ter feito porque somos apenas amigas, eu não sou da sua família ou qualquer coisa”, explicou Raisa. “Bom, eu sou agora. Ela tem meu sangue. Ela se sentiu mal. Nós só queríamos nossas famílias e é legal porque agora eu tenho uma grande família. Perdi meus avós quando eu era mais nova… seus avós são meus avós agora e então eu tenho uma extensão de uma família e isso foi realmente incrível.”

Tradução e Adaptação: Selena Gomez Brasil | fonte

Categorias: Francia Raisa; Notícias
Postagem por: Lívia Bastos
22.02.2018

selenaandfrancia

BULD Series publicou um trecho da entrevista que Francia Raisa concedeu à eles ontem (14) em seu canal do Youtube. A atriz comentou sobre como reagiu com toda a atenção que ela ganhou após ela e Selena divulgarem sobre o transplante de rim que fizeram. Confira o vídeo com a tradução abaixo:

Francia: Então eu coloquei meu telefone no silencioso. Sim, porque não sabia. Na verdade eu sabia que ela iria publicar (sobre o transplante), só não sabia que horas. Então eu fui dormir e, de repente em torno das 5 da manhã meu telefone começa a vibrar e eu fiquei tipo: “o que está acontecendo?”. Então eu pensei “oh, ela postou”, então eu coloquei uma música de adoração para ouvir. Eu estava agindo naturalmente, como se não estivesse passando por isso. Eu tinha que ir trabalhar naquele dia. Eu fui para a yoga porque eu precisava de um pouco de “namaste” e depois para o set, e lá não falei para ninguém, exceto para Kenya. Um dia antes, quando contei para o Kenya Barris, nosso produtor executivo, eu o disse “lembra do rim que eu doei? Então, na verdade era pra minha irmã de outra mãe”, porque eu disse que era para minha irmã, o que na verdade não era nenhuma mentira. Tipo, você sabe que agora estamos tecnicamente interligadas fisicamente. Então, eu disse isso para ele e fui para o set e estava sem saber do que esperar de tudo até Selena me ligar e perguntar “está tudo bem?”. E foi difícil, isso era minha primeira coisa pessoal que vinha à público, e eu não sabia como reagir de uma maneira feliz, eu estava indo trabalhar para me distrair e as pessoas vinham me abraçar tipo “oh meu Deus!”. Eu não sabia que eles iriam se divertir tanto no set, porque agora vou ao banheiro a cada cinco segundos. Se eu beber água eu preciso fazer xixi imediatamente, o que é um dos efeitos colaterais, e então eles costumavam brincar tipo “Francia aqui você não é como um adulto, você não pode segurá-lo” e eu pensava tipo “você acha que eu sou uma idiota?” (risos) Então, agora eles começaram a cuidar de mim, eles ficam tipo “onde está a água dela?”, “Junior vai no banheiro, você quer ir?”. Eu recebi um apoio incrível de todos no set e por isso foi bom, mas era como se eu estivesse apenas agradecida. Eu queria dizer que Janelle Monáe curtiu essa postagem, então eu estava tipo “meu Deus ela sabe quem eu sou!”. Tem sido esmagador, mas incrível. Me sinto muito grata com o quão positivo e respeitosos todos foram sobre nossa privacidade durante tudo isso, porque eu sei que as pessoas querem saber o que está acontecendo e ela (Selena) consegue sumir por um tempo e mesmo assim quando eles descobrem são ainda mais respeitosos. Todo o processo foi louco para mim, até certo ponto foi para ela e ela está acostumada com isso. Mas para mim eu ainda era capaz de fazer do meu jeito. Acho que o TMZ me pegou um dia e eu estava segurando meu telefone e minha garrafa de água e meu dedo do meio estava lá, fingindo que não os vi e estivesse apenas cansada, com meus seguranças tentando tirá-los.

Repórter: Eu sei que a recuperação para o doador pode ser difícil e longa e você não pode se exercitar, mas eu vi no seu Instagram que você estava dançando, mexendo seu bumbum. Você é realmente uma boa dançarina.

Francia: Obrigada!

Repórter: Então, como é que se sente em se recuperar e voltar a ser você mesma?

Francia: Normal, é como as pequenas coisas que você nem percebeu que é ótima quando eles são normais. Eu não dancei desde 2016/2017. Eu saí da cidade e então isso aconteceu no início do ano passado e meu médico disse que eu poderia (dançar) depois de dois meses, mas meu corpo dizia que não, que eu não estava pronta. Então eu tive que começar a fazer controle cardíaco e lentamente me exercitar, então foi na semana passada que foi a minha primeira vez dançando e me senti muito bem! Apenas me sinto normal, estou enferrujada e minha mente também, não trabalhei nisso há mais de um ano, mas eu senti o gosto de poder fazer coisas normais agora e honestamente, eu nem percebi que isso aconteceu, até eu me olhar no espelho, ver minhas cicatrizes e pensar “oh, sim, é isso!”.

Tradução e Adaptação: Selena Gomez Brasil

Postagem por: Lívia Bastos
29.01.2018

selenaandfrancia

Francia Raisa foi mais uma vez questionada recentemente sobre o transplante de rim que fez à Selena. A atriz falou sobre como tomou a sua decisão para isso durante uma entrevista ao Steve TV Show. Confira o momento e a tradução logo abaixo:

Steve: Certo. Bem, vamos fazer isso porque eu quero falar sobre uma coisa realmente incrível que você fez para sua melhor amiga. A melhor amiga dela é Selena Gomez. Você a deu um rim.

Francia: É.

Steve: O quão difícil foi a decisão para você chegar a essa conclusão?

Francia: Eu não relaxei desde o momento que descobri que ela precisava. Isso era tudo divino. Eu senti paz no coração e senti Deus me dizendo que isso era algo que eu precisava fazer, e antes nós até sabíamos que tínhamos uma conexão. Eu só tive o sentimento porque coincidentemente no momento eu estava morando com ela, e um dia ela veio pra casa e não podia abrir uma garrafa de água, ela jogou-a e começou a chorar e foi quando ela me contou o que ela precisava. Eu disse imediatamente ”claro, vou testar e ver se sou compatível” e senti Deus dizendo que era pra isso que estávamos juntas naquele momento.

Steve: Isso trouxe mais aproximação?

Francia: Eu não queria que isso mudasse o nosso relacionamento, não queria que ela sentisse que me devia qualquer coisa. Quero dizer, temos o mesmo relacionamento. Eu não sei se nós queremos falar, mas agora ela tem um pedaço de mim dentro dela e você sabe que me sinto honrada quando eu me apresento no AMAs agora, porque eu estou lá com ela. Aquilo era eu pessoal.

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