Selena Gomez - Baila Conmigo

Postagem por:
Vinicius Viana
22 mar.2021

Selena Gomez foi capa e recheio da última edição da revista Rolling Stone Índia. Além de explicar o processo criativo do seu primeiro EP em espanhol, a cantora também comentou sobre os projetos em produção para 2021, a disseminação de ódio nas redes sociais e como é inspirada pela sua herança latina.

Confira a tradução da entrevista completa abaixo. 

Para muitos adolescentes, no início de 2010, Selena Gomez foi uma parte fundamental da experiência da cultura pop. Quer tenha sido descoberta por meio de “Wizards of Waverly Place” da Disney ou pelo primeiro álbum solo de estúdio, “Stars Dance”, sua positividade foi um bálsamo para os anos de angústia de muitos. Nós temos a mesma idade, então vê-la na tela ou ouvir sua música ajudou a eliminar muito da solidão de minha própria jornada de amadurecimento. Ela se tornou um farol de esperança e empoderamento e continua sendo uma influência positiva em minha vida hoje.

Não posso deixar de dizer isso a ela quando finalmente conseguimos conversar e sua resposta é incrivelmente comovente. “Obrigada por dizer isso”, ela diz. “Ouvir isso significa mais do que você pode imaginar.”

À medida que envelhecemos, os desafios aumentam e Gomez não está isenta desta regra. Ao longo do tempo, a jovem de 28 anos viu de tudo. Desde uma mídia cruel em torno de cada movimento da vida pessoal, até uma batalha contra uma doença auto-imune, lúpus, que levou a um transplante de rim e teve um grande impacto em sua saúde mental. 

Gomez encurtou em 2016 a turnê para o segundo álbum de estúdio, “Revival”, e permaneceu fora dos olhos do público pelos dois anos seguintes. Também escolheu dar um passo para trás das mídias sociais e se concentrar em si mesma. 

Claro que vimos singles e colaborações ao longo dos anos com Kygo e Charlie Puth, incluindo o smash “Taki Taki” em 2018, que uniu as forças de DJ Snake, Ozuna e Cardi B. Mas apenas em 2020 que veríamos um retorno à música em força total com um terceiro álbum de estúdio.

“Rare” saiu em janeiro de 2020 e representou um começo poderoso e positivo de uma nova era artística. Ela aproveitou para se definir como musicista, construir a identidade que sempre quis e mergulhou de cabeça em novos e empolgantes projetos, como a colaboração com o grupo pop sul-coreano BLACKPINK, “Ice Cream”. Além disso, planejou e executou vários outros empreendimentos no cinema, na televisão e na indústria da beleza.

Gomez é um dos ícones da cultura pop mais influentes do nosso tempo. Além do trabalho como atriz, cantora, compositora e ativista, ela é produtora executiva de “13 Reasons Why” e da série-documentário da Netflix, “Living Undocumented”. Durante a pandemia, lançou o próprio reality show, “Selena+Chef”, uma cativante série que mostra suas tentativas de cozinhar pratos de chefs premiados mundialmente, conforme é instruída por videochamada. Tudo com resultados hilários.

Porém, mais do que ter um programa de TV de sucesso, foi o objetivo filantrópico do programa que lhe deu mais alegria. “A melhor coisa sobre fazer o show é que arrecadamos mais de US$ 360 000 para instituições de caridade incríveis”, ela compartilha. “Isso me deixa muito orgulhosa.”

Durante nossa última conversa em 2020, ela me contou como a experiência da quarentena a levou a se tornar mais consciente sobre tudo o que está acontecendo no mundo. “Sinto que tive a oportunidade de aprender muito sobre meu país de uma forma que nunca tive antes”, explicou Gomez. “Ganhei um senso de conhecimento e a sensação de me sentir bem ao dizer o que estou dizendo. Eu me sinto bem sobre o que estou defendendo e não vou permitir que outras opiniões conduzam o que sinto pessoalmente”. Quer seja sua música, seus projetos de televisão ou seu ativismo, ela se manteve fiel a essas palavras.

Gomez se envolveu na política incentivando os jovens a votar e aprender mais sobre o próprio país. Organizou conversas com a, agora, vice-presidente americana, Kamala Harris, e a ativista pelos direitos de voto Stacey Abrams, para discutir o poder do voto. A defesa para acabar com o cyberbullying e a disseminação de notícias falsas online fez dela uma voz integrante na luta para tornar a Internet um espaço menos tóxico. 

Ela usou da presença massiva nas redes sociais para chamar chefões da Big Tech, como Mark Zuckerberg, Sheryl Sandberg, Jack Dorsey, Sundar Pichai e Susan Wojcicki, e os incentivou  a melhorar a segurança dos sites para fechar trolls, valentões e discurso de ódio. Tudo isso enquanto trabalhava no “Revelación”, a recém-lançada linha de maquiagem “Rare Beauty”, e vários projetos de atuação.

Mas, acima de tudo, 2020 deu a Gomez tempo para se concentrar no vínculo com sua herança mexicana, alimentar o impulso criativo e acender a necessidade de prestar homenagem a esse lado dela. Tudo isso se tornou a base para “Revelación”, seu primeiro EP em espanhol. Ela explica que era uma meta que sonhava alcançar há quase 10 anos. “Estou grata por ter esperado. Teria sido um projeto completamente diferente”, confessa. “Os últimos dois anos meio que guiaram, naturalmente, ao momento certo. Trabalhar em “Taki Taki” e depois conhecer (o produtor e compositor porto-riquenho) Tainy, quando trabalhamos juntos em “I Can’t Get Enough”, realmente me deixou inspirada para finalmente fazer isso”.

Nesta conversa com a Rolling Stone India, Gomez se aprofunda sobre tudo que inspirou a criação do “Revelación”, a importância de entender sua cultura e de onde você vem, o vínculo inquebrável com seu fandom, além de todos os novos projetos empolgantes que estão chegando para 2021.

Você está prestes a lançar seu primeiro EP em espanhol, “Revelación”. Há quanto tempo você tem trabalhado neste álbum e porque sentiu que agora era o momento certo para lançar um disco em espanhol?

Há mais ou menos um ano que comecei a trabalhar nisso. Logo após o lançamento do “Rare”, voltei para o estúdio muito inspirada. Tenho falado sobre fazer um projeto totalmente espanhol há quase 10 anos e por uma razão ou outra não deu certo. Estou grata por ter esperado, porque teria sido um projeto completamente diferente. Os últimos dois anos meio que guiaram, naturalmente, ao momento certo. Trabalhar em “Taki Taki” e depois conhecer Tainy, quando trabalhamos juntos em “I Can’t Get Enough” realmente me deixou inspirada para finalmente fazer isso. Foi a partir daí que Tainy e eu começamos a trocar ideias. 

Antes de você anunciar o álbum, havia murais no México com os títulos das músicas “De Una Vez” e “Baila Conmigo”. Enquanto o mundo estava ficando animado e especulando, o que passava pela sua cabeça? Você ficou nervosa sobre como os fãs reagiriam a um disco em espanhol?

É sempre um pouco estressante antes de lançar qualquer música, já que, como artistas, colocamos muito de nós mesmos para fora. Para este EP, especificamente, estava bem nervosa, porque minha herança significa muito para mim. Queria fazer isso para meus fãs latinos e que fosse perfeito. Quando vi as reações aos murais, fiquei muito feliz ao ver como eles estavam animados. Não demos muitas prévias antes de anunciá-lo oficialmente, então acho que quando os murais foram exibidos foi muito inesperado que minha nova música seria em espanhol.

Quais foram os principais pontos de inspiração que impulsionaram a criação do “Revelación”?

Eu queria que refletisse o que é importante para mim e capturasse a sensibilidade que sempre valorizei da minha família de língua espanhola. No que diz respeito à criatividade e ao visual, foi importante usar artistas que falam espanhol. Desde os diretores de vídeo até os fotógrafos. Eu queria explorar o realismo mágico que sempre fez parte da cultura mexicana e latino-americana. Seja na arte ou nas novelas, queria capturar a sensação de um mundo sobrenatural. Espero que a mensagem de esperança seja transmitida.

O que você espera que seus fãs tirem do “Revelación”? Existe uma mensagem específica que você espera que eles ouçam?

O que eu amo nessas músicas é que você não precisa entender espanhol para sentir algo. Eu queria que as músicas despertassem uma emoção, entendendo ou não o que estou cantando. Espero que todos escutem com o coração e a mente aberta. Também acho incrível quando alguém que não fala espanhol procura as traduções, percebe que foi atraído por uma determinada música e depois de aprender o que as palavras significavam ainda têm o mesmo sentimento.

Com qual faixa do EP você mais se conecta?

Odeio responder a essa pergunta porque a respostas muda constantemente. Para mim, “De Una Vez” foi a forma perfeita de apresentar as novas faixas. É uma música tão linda e amo a mensagem. Todos nós temos dores e cicatrizes de várias experiências pelas quais passamos na vida, mas é realmente sobre como nos curamos. No momento, talvez eu diria “Vicio” ou “Buscando Amor”.

Você aprendeu alguma coisa sobre você durante o processo de fazer este álbum que te surpreendeu?

Começamos a gravar o EP pouco antes de tudo ser fechado pela Covid. Tive que me ajustar, uma vez que entramos em quarentena e não podia mais entrar no estúdio. Foi um exercício difícil tentar ser criativa com meus colaboradores quando não poderíamos estar todos na mesma sala. Eu realmente odiei no início. Houve um momento em que simplesmente cancelei uma sessão porque não queria tentar trabalhar com o Zoom novamente. Eu prospero mais no processo criativo com todos no estúdio. Esse foi de longe o maior desafio, mas no final das contas tive que aceitar. 

Como você escolheu os colaboradores para este projeto? Esses eram os artistas que você tinha em mente há muito tempo, ou foi um processo de busca pelo ajuste certo para alguma faixa em particular?

Eu já havia trabalhado com Tainy antes e realmente nos demos bem. Foi assim que o projeto começou. Todo o resto aconteceu organicamente. Depois que terminei de gravar “Baila”, sabia que queria uma voz masculina e quando fui apresentada à música de Rauw (Alejandro), tinha que ser ele. Ele tem muita alma em sua voz e é muito sexy. Snake e eu também trabalhamos juntos antes e continuamos conversando sobre fazer algo juntos novamente, então parecia perfeito. Na faixa que gravamos, “Selfish Love”, acrescentei um pouco de inglês a letra. 

Tenho feito essa pergunta a muitos artistas de cor e adoraria receber sua opinião também. Globalmente, mais músicos estão se esforçando para retratar sua herança e linguagem na música pop e trazê-la à tona como arte. Por que você acha que isso está acontecendo e por que é algo que o mundo precisa neste momento?

Há esse incrível sentimento de orgulho que os artistas têm por sua herança. Talvez estejamos apenas prestando mais atenção nisso. Eu acho que sempre esteve lá, na verdade. Não tenho certeza se é todo o acesso à música por streaming e pela Internet que tem nos exposto a diferentes gêneros, culturas e artistas que nunca seriam tocados no rádio. Devo dizer que sinto tanto a falta de viajar. Chegar a um novo país, ouvir sua música e comer a culinária local são duas das minhas coisas favoritas.

Também estamos vendo fantásticas colaborações interculturais entre artistas de todo o mundo como você fez em “Ice Cream” com BLACKPINK. Qual é a melhor parte de trabalhar com artistas que vêm de uma formação e cultura tão diferentes?

Em primeiro lugar, eu absolutamente as amo muito. Elas são pura alegria e diversão. Para mim, foi uma oportunidade de entrar no mundo delas. Minha música e estética tendem a ser mais sombrias e temperamentais. Quando gravamos o videoclipe eu estava fora da minha zona de conforto, então mergulhar em um mundo de cores brilhantes e divertidas foi libertador, de alguma maneira. 

Em “Baila Conmigo” você disse que é sobre a conexão uns com os outros, apesar desta situação surreal em que o mundo mergulhou no ano passado. Como a pandemia te afetou como artista e a perceber o poder da música?

Eu mencionei isso antes, mas sim, foi incrivelmente difícil para mim gravar músicas e me sentir criativa no início da pandemia. Minha fé no poder da música nunca vacilou e acho que é possível ver como os artistas se adaptaram para lançar material apesar das limitações. A música sempre foi uma força unificadora e vai continuar sendo. 

Fora o idioma, qual a maior mudança da visão artística que veremos com o “Revelación” em relação ao “Rare”? Os elementos temáticos de cada álbum são muito diferentes uns dos outros?

Eu não diria que há uma mudança na arte, mas que houve uma nova sensação de poder que senti cantando em espanhol. Como artista, quero me esforçar constantemente e sinto que fiz isso de forma consistente nos últimos seis anos. Não tenho medo de correr riscos ou de fazer o inesperado. Os temas da “Revelación” são sobre força, amor, perdão e seguir em frente.

Com o “Rare”, você abriu seu coração para o mundo e nos deixou ver muito. Foi um processo assustador e agora é mais fácil mostrar ao mundo mais de si quando termina de fazer um álbum libertador como esse?

Estou muito orgulhosa desse álbum, mas não é assustador porque quando estou escrevendo e gravando música, é sempre um lugar seguro e isolado para mim. Você realmente não pensa no mundo ouvindo isso no momento em que está escrevendo, é muito fácil separar os dois. No final do dia eu só quero ser honesta. A parte assustadora vem logo antes de você liberá-la e perceber que o mundo terá uma visão sobre sua vida, seus pensamentos e analisará cada palavra.

Olhando para trás, para onde você começou com sua música como Selena & The Scene, então seguiu solo com “Stars Dance” até o “Revelación”. Como você acha que seu próprio som evoluiu ao longo de sua carreira e do que você tem mais orgulho em sua arte?

Definitivamente mudei e cresci como artista. Eu sou como qualquer outra pessoa e meio que fico com vergonha da minha versão mais jovem. Mas acho que esse é o caminho natural da vida, não é? Nós envelhecemos, evoluímos e aprendemos. Tenho um carinho por aqueles dias e pela inocência que todos perdemos. Tenho orgulho de muitas coisas. Cresci como compositora da minha música e estou incrivelmente feliz com os projetos que estou produzindo. “Living Undocumented”, uma série documental que produzi para a Netflix, é algo de que estou extremamente orgulhosa e acho que ajudou a humanizar pessoas em situação irregular que vivem nos EUA.

Você trabalha em tantos projetos diferentes ao longo do ano. Qual é a chave para equilibrar uma programação tão lotada sem esgotar?

Esta é uma boa pergunta. Eu tento e não vejo minha agenda muito à frente porque acaba parecendo opressora. Isso parece funcionar melhor para mim. E também aprendi o poder de usar a palavra “não”.

Se você enfrentar um burnout (esgotamento), o que o motivaria a sair dele?

Sempre que eu finalmente consigo uma pausa depois de alguns dias, fico impaciente para voltar a criar algo. Estou motivada porque realmente amo o que faço e não consigo me imaginar fazendo outra coisa.

Quem foi seu artista favorito com quem você trabalhou até agora e quem é o artista com quem você mais deseja trabalhar?

Adorei trabalhar com Cardi B em “Taki Taki”. Eu quero fazer algo com ela novamente. Há muitos artistas com quem quero colaborar, mas odeio divulgar seus nomes… somos questionados sobre isso o tempo todo e há muita pressão para que isso aconteça. Cada vez que trabalho com outro artista, acontece de forma orgânica e é assim que gosto.

Sua música me faz sentir mais forte e confiante, como se eu não estivesse sozinho no que estou passando. Quem são alguns dos artistas que fazem o mesmo por você?

Obrigado por dizer isso. Ouvir isso significa mais do que você pode imaginar. Eu sou uma alma tão velha. Eu encontro forças em ouvir Billie Holiday, Nina Simone, Carol King e Ella Fitzgerald. As vozes dessas mulheres vão direto ao meu coração.

Qual foi o momento mais comovente que você já teve com um fã?

Sem dúvida, tenho os fãs mais incríveis. Eles ficaram comigo nos momentos mais sombrios e me motivaram a ser melhor e trabalhar mais. Uma das minhas coisas favoritas é quando consigo me conectar  pessoalmente. Mais uma razão pela qual esta pandemia tem sido difícil para mim. Eles me contam coisas muito pessoais acontecendo em suas vidas. Às vezes, eles dizem até coisas que não contaram a ninguém. Não perdi a conexão que tenho com meus fãs. Espero que eles saibam o quanto significam para mim.

Qual é o melhor conselho que alguém já lhe deu? Ainda é algo que você segue hoje?

Absolutamente! “Se você é a pessoa mais inteligente na sala, você está na sala errada”. Adoro estar rodeado de pessoas que são interessantes e me desafiam. Durante o último ano eleitoral nos EUA, foi tão revigorante ver como todos os meus amigos estavam engajados e como conversávamos sobre os problemas porque nos sentíamos apaixonados por causas específicas.

Vamos falar sobre o “Selena+Chef”. Qual foi a melhor coisa em fazer uma série como esta?

Bem, eu claramente ainda tenho muito a aprender. Mas estou me divertindo, apesar de fazer papel de bobo na TV. Muitas pessoas me disseram que gostaram de ver minha personalidade, o que é sempre bom de ouvir. A melhor coisa sobre fazer o show foi o fato de que arrecadamos mais de US$ 360 000 para algumas instituições de caridade incríveis. Isso me deixa muito orgulhosa.

Como discutimos antes, você também é uma produtora talentosa, começando com “13 Reasons Why”, passando para “Living Undocumented”, “Selena + Chef”, agora “In the Shadow of the Mountain” e entre outros. Quando começou seu interesse pela produção e quais são alguns dos maiores desafios que você enfrentou ao entrar nesta seção da indústria do entretenimento?

Realmente começou com “13 Reasons Why”. Quando originalmente conseguimos os direitos do livro, eu que iria estrelar, mas depois fiquei velha para estrelar. O processo de vê-lo desde o início e as diferentes adaptações… iriamos fazer um longa-metragem, então transformamos em uma série em um processo fascinante. O maior desafio é quanto tempo leva para que os projetos sejam feitos e lançados. Existem tantas camadas e pessoas envolvidas. Quando eu faço música, você tem muito mais controle sobre como e quando ela é lançada, então fazer parte do lado comercial de projetos de cinema e TV tem sido uma lição de paciência.

Quando se trata de atuação, qual é o fator mais importante para decidir quais personagens você escolhe para interpretar no cinema ou na televisão?

Eu tenho que me sentir conectada ao personagem em algum nível e acreditar que há uma história para contar. Estou filmando uma série de TV agora em Nova York e posso dizer honestamente que estar no set me traz a maior alegria. Eu não percebi o quanto eu sentia falta disso.

Qual foi a experiência de atuação mais gratificante da sua vida até agora, algo que ressoa com você até hoje?

Trabalhar com Harmony Korine em “Spring Breakers” é algo que nunca esquecerei. Foi um momento crucial para mim. O programa de TV que acabei de mencionar também. Tenho a honra de estrelar ao lado de duas lendas da comédia – Steve Martin e Martin Short, em nossa nova série “Only Murders in the Building”. Palavras não podem descrever o quão incrível é ouvir as histórias deles. Esse show é muito engraçado e tem tanto coração que mal posso esperar que todos vejam.

Você acha que gostaria de dirigir um filme ou programa de televisão? Se sim, que tipo de história gostaria de explorar?

Aprendi a nunca dizer nunca, então nunca se sabe. Talvez eu começasse dirigindo um de meus próprios videoclipes. Quanto às histórias, sou atraída por histórias de comunidades e pessoas que precisam de uma voz ou tópicos que não estão recebendo atenção suficiente. Isso é o que me inspira.

Você também tem sido uma voz poderosa contra o ódio online, cyber-bullying, comentários maliciosos e desinformação nas redes sociais. Qual é o maior desafio quando se trata de lidar com esse problema e o que precisamos fazer se quisermos ver uma mudança efetiva?

O maior problema é fazer com que os chefes dessas empresas de mídia social reconheçam seu envolvimento nisso e realmente façam algo a respeito, não só falar da boca para fora. Até então, estamos meio que por conta própria para lutar contra isso. É por isso que usei minha plataforma para falar sobre a desinformação. Somos afetados por isso, mesmo que não tenhamos consciência disso. É assustador.

Existe uma maneira de qualquer pessoa ser completamente ela mesma on-line ou sempre seremos presos ao ódio e à violência e forçados a alterar nossas vozes? Por outro lado, é melhor não colocar tanto de quem você é lá fora?

Acho que você deve sempre ser você mesmo, seja online ou na vida real. Há uma sensação de compartilhamento excessivo online. Eu sinto falta do mistério de como era a vida antes da mídia social.

O que você gostaria que mais pessoas soubessem sobre você como indivíduo?

Acho que as pessoas provavelmente sabem muito sobre mim neste momento. Mas espero que conheçam meu coração, o quanto me preocupo com as pessoas e como quero fazer a diferença. No final do dia, isso é tudo o que realmente importa.

Vamos falar um pouco sobre a Índia, porque você tem uma base de fãs muito poderosa aqui. Você acha que gostaria de visitar um dia e se sim, o que você mais gostaria de fazer?

Eu amo meus fãs na Índia. Sua paixão e perspectiva de vida me inspiram. Em primeiro lugar, mal posso esperar para viajar de novo e a Índia está no topo da minha lista. Há cerca de sete anos, fiz uma missão para a UNICEF no Nepal. Depois, pude passar alguns dias na Índia. Que país incrível! Tive apenas uma amostra, então quero explorar mais. Todos os templos deslumbrantes me surpreenderam. Estou definitivamente pronta para voltar e passar mais tempo.

Quais outras metas você gostaria de alcançar em 2021?

Dormir mais! Eu digo isso, mas amo o que faço e não quero parar. Estou ansiosa para ver alguns projetos de cinema e televisão que estou produzindo. Lancei minha empresa de maquiagem, a “Rare Beauty”, no ano passado e fiquei muito feliz com a resposta aos produtos e nossa mensagem de celebrar a singularidade e ser mais gentis conosco. Estaremos expandindo globalmente este ano. Isso é muito emocionante, pois passei os últimos três anos me dedicando a empresa e, honestamente, não poderia estar mais feliz.

Tradução e Adaptação: Equipe Selena Gomez Brasil

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